Regulador recebe dezenas de queixas e participações sobre desigualdade de género nos media
Nalguns indicadores verifica-se "até uma regressão, um retrocesso".
O diagnóstico está feito e não tem melhorado no que diz respeito ao tratamento noticioso das mulheres, constata a entidade reguladora, que recebe anualmente "algumas dezenas" de queixas e participações sobre desigualdade de género nos média.
Em declarações à Lusa, à margem da conferência "Género e Media: evidências e tendências 30 anos depois", a presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) reconheceu que os resultados da última edição do Global Media Monitoring Project -- o maior e mais antigo estudo sobre disparidades de género na comunicação social --"não alteram estruturalmente nada daquilo" que já se sabia sobre estas assimetrias.
Aliás, nalguns indicadores verifica-se "até uma regressão, um retrocesso", apontou Helena Sousa, que participou na sessão de abertura do evento em que foram apresentados os resultados nacionais do GMMP, relativos a 2025, que se realizou esta quarta-feira na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
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