Taxa Google continua a avançar na Europa
Espanha foi o último país a aprovar o polémico imposto, mas decidiu adiá-lo até ao final do ano.
Apesar dos esforços, tanto da Comissão Europeia como da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), em encontrar uma tributação digital comum, são cada vez mais os países europeus a avançar sozinhos com a aplicação daquela que ficou conhecida como a Taxa Google.
O país mais recente a aprovar o polémico imposto foi Espanha, que prevê arrecadar cerca de 1,2 mil milhões de euros com esta medida. Contudo, o governo espanhol decidiu seguir a estratégia de França e adiar a cobrança do imposto até ao final do ano, à espera que a OCDE tome uma posição sobre a nova tributação.
"Não se trata de suspender o imposto, mas sim de ter a sua liquidação no fim do ano", explicou a ministra da Economia, Nadia Calvino. A decisão prende-se, também, com o receio de represálias por parte dos EUA, depois de Donald Trump ter ameaçado o presidente francês Emmanuel Macron com o aumento em 100% das taxas aduaneiras.
No sábado, durante a reunião do G20, entre ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais, em Riade, Angel Gurria, secretário-geral da OCDE, disse que "uma resposta coordenada não é o melhor caminho para o futuro, mas, face à alternativa [medidas unilaterais], o único caminho para o futuro".
A percentagem da Taxa Google, aplicada às grandes empresas tecnológicas, varia de país para país, entre os 3 e os 7,5%. Portugal continua à espera de uma decisão comum.
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