Taxa Google utilizada para mitigar recessão

Setor do turismo será um dos que irão beneficiar do imposto digital, que irá render a Espanha cerca de 970 milhões de euros.

09 de fevereiro de 2021 às 08:06
/fotosgeral/Fotos/2-37864412 (8837944) (Milenium) Foto: ROMAN PILIPEY/epa
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As receitas oriundas das novas taxas digitais aplicadas pelo governo espanhol às gigantes da internet vão chegar em março ou abril e serão utilizadas para ajudar a economia a recuperar da crise provocada pela pandemia, de acordo com a Euroactiv. Os setores do turismo e serviços, até aqui dependentes dos apoios estatais para sobreviver, serão dos primeiros a beneficiar com os impostos pagos por empresas como Google, Amazon ou Facebook, que este ano irão render aos cofres do Estado espanhol cerca de 970 milhões de euros.

As taxas Google e Tobin, aplicadas sobre vários serviços digitais e transações financeiras, entraram em vigor a 16 de janeiro, dois anos depois de serem anunciadas pelo executivo. Apesar de ainda acreditar numa tributação digital conjunta ao nível da União Europeia ou da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), Espanha decidiu avançar unilateralmente com o seu imposto, seguindo o exemplo de países como a Áustria, França e Reino Unido. Já Portugal prefere esperar por uma medida conjunta entre os Estados-membros, de forma a proteger o equilíbrio do mercado único. Em 2019, PS, PSD e CDS votaram contra a taxa de 3% sobre o volume de negócios dos gigantes digitais, acreditando que a carga fiscal poderia fazer com que estas empresas optassem por sair do País. O imposto permitiria uma receita fiscal de cerca de 60 milhões de euros por ano aos cofres do Estado português.

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