“Um plano de restruturação ilegal": Medidas do Governo para os media geram protesto

Está previsto o fim de publicidade e a rescisão amigável de 250 trabalhadores na RTP.

10 de outubro de 2024 às 01:30
RTP Foto: Pedro Catarino
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Caiu como uma bomba o Plano de Ação para a Comunicação Social, que o Governo apresentou terça-feira e que prevê nova legislação, novo contrato de concessão de serviço público para a RTP, assim como um novo modelo de governação para a Lusa e incentivos ao setor. Os sindicatos representantes dos trabalhadores da RTP - para a qual está prevista o fim da publicidade e a rescisão amigável de 250 trabalhadores - acusam o Governo de querer executar “um plano de restruturação ilegal e que tem em vista a falência da empresa, sem compensações pela perda de receitas”.

Também o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Luís Simões, manifestou “grande apreensão com o serviço público”. “Não nos parece que a rescisão de trabalhadores possa de alguma forma melhorar o jornalismo que se faz, por exemplo, na RTP”, diz. Quanto à Lusa, Luís Simões defendeu que, no atual contexto, é fundamental o reforço de capacidade da agência de notícias, para que possa chegar aos meios de comunicação mais pequenos.

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Ao coro de protestos, também PS, BE e PCP juntaram a sua voz, acusando o Governo de atacar o serviço público de rádio e TV e de procurar en- fraquecer o seu papel. A de- putada do PS Mara Lagri- minha considerou mesmo que, nos 50 anos do 25 de Abril, “o ataque feito à RTP é inqualificável”. Também a CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugue- ses) diz que o plano apresentado pelo Governo é a mesma novela que paira sobre o SNS, a escola pública, a Segurança Social e que agora chegou à RTP e à Lusa. “Mais uma vez assistimos ao Estado a financiar salários no setor privado esquecendo os trabalhadores do setor público.”

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