Em ‘Flor do Mar’ (TVI), Jorge Corrula é um inglês muito fino. O actor adorou conhecer as belezas da ilha e quer lá voltar de férias.
- Como foi a experiência de gravar ‘Flor do Mar’?
Gravar na Madeira foi o melhor de ‘Flor do Mar’. Eu não conhecia a Madeira e aquilo é lindíssimo. Parece que estamos de férias noutro país, num país tropical com um ecossistema completamente diferente do que quer que exista na Europa. E fica a hora e meia de avião. Estou a pensar voltar lá, neste período até recomeçar a trabalhar, lá para Dezembro. E aí já posso fazer as levadas a pé.
- Mas gravaram em vários sítios. Não deu tempo para esses passeios?
Não. Gravámos em muitos locais, como a Ponta do Sol, S. Vicente e outros. Tive pena de não termos gravado mais na zona Norte da ilha. É uma zona mais deserta, não tão turística, mas igualmente bonita, com grandes matas. E também estive no vale da Ribeira Brava, uma zona lindíssima onde tirei fotos e apanhei algumas chuvadas. Tanto podemos ter um dia de sol e calor no Funchal como, de repente, subirmos lá acima e vir uma tempestade.
- Que balanço faz da sua personagem, o George?
Mudou muito. De início tinha fama de mulherengo e enganador, de jogador compulsivo e esbanjador, mas ele nunca mostrou esse lado nas cenas. O lado do George de que mais gostei foi a ironia e a rebeldia.
- O George fica com a Maria Inês (Sara Barradas)?
Na novela estivemos para casar duas ou três vezes. Já não se aguentava. Mas o facto de uma personagem estar sempre a fazer as mesmas situações e de termos de recriar constantemente as mesmas atitudes é o principal desafio quando se faz uma ficção com 250 episódios. Chega-se a um ponto em que os escritores têm dificuldade de saber para onde se encaminham as personagens.
- Como era chamar-se George, o seu nome em inglês?
Confesso que tinha um conflito com o nome de George, porque o locutor da TVI pronunciava ‘Giorge’. Percebia-se quando era a personagem do Nuno Melo, homem rude, a chamar-me ‘Senhor Giorge’, pois não sabia falar inglês. Também foi engraçado o nome da criança que apareceu como meu filho, Jorginho.
- O final do George é bom?
O final dele precipita-se. Não era o final que esperava para a minha personagem, tendo em conta o percurso que teve.
- Na Madeira, como reagiam as pessoas quando o viam passar com a sua namorada, Paula Lobo Antunes, Salomé em ‘Flor do Mar’?
Não gravávamos juntos. Então, na Madeira, era raríssimo. E quando lá estávamos, tínhamos pouco tempo livre e isso não acontecia.
- Então, como reagiam as pessoas consigo?
Eram espontâneas e mais calorosas do que em Lisboa.
- Como foi para actor?
Foi por acaso, há 12 anos. Tinha 19. Só comecei a trabalhar profissionalmente em 1997, no Teatro Maria Matos, com ‘A Maldita Borbulha’, de Paulo Ferreira. Éramos todos adolescentes com acne.
- Qual o seu próximo projecto?
Vai ser, com certeza, um trabalho na TVI, lá para Dezembro. Não sei se será novela ou série. A curto prazo, quero investir na formação em Teatro, talvez em Madrid.
PERFIL
Jorge Corrula tem 31 anos, estudou teatro e cinema e popularizou-se em 2006, ao lado de Soraia Chaves, no filme ‘O Crime do Padre Amaro’. Já fez televisão e teatro. Estreou-se na TV na SIC, em 2001, com a série ‘A Minha Família É uma Animação’. Fez várias novelas para a SIC e para a TVI.
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