A personagem Abelha Maia comemora 100 anos, divulgou o jornal espanhol ‘El Mundo’ na passada sexta-feira. O livro 'As Aventuras da Abelha Maia', de Waldemar Bonsels, foi publicado pela primeira vez em 1912 e, cem anos depois, permanece nas mentes de milhões de pessoas de todo o mundo.
"Todos lhe chamam a pequena Abelha Maia / Fresca, bela e doce Abelha Maia / Maia voa sem parar (...)": muitas são as pessoas que ainda cantam, sem vacilar, as primeiras estrofes da melodia da famosa série de televisão 'A Abelha Maia'.
“É um tesouro nacional que conseguiu chegar aos corações de mais de três gerações”, comentou o compositor checo da canção da série, Karel Gott. “Os que então eram crianças, hoje são avós”, acrescentou.
A famosa série de desenhos animados, que fez com que milhões de crianças de todo o mundo ficassem coladas à frente da televisão, baseava-se no livro infantil ‘As Aventuras da Abelha Maia', escrito pelo alemão Waldemar Bonsels.
O autor escreveu o livro para os seus filhos em Munique, que foi publicado em Setembro de 1912. Até aos finais da Primeira Guerra Mundial foram vendidos cerca de 90.000 exemplares.
Na Segunda Guerra Mundial, o livro tornar-se-ia um êxito. Tornou-se famoso entre os soldados alemães e, em 1954, dois anos depois da morte do autor do livro, chegou ao milhão de exemplares.
Contudo, um grupo de alemães fizeram a análise da obra e chegaram à conclusão que 'As Aventuras da Abelha Maia' era um espelho da ideologia do autor, nomeadamente o nacional-socialismo.
“Waldemar Bonsels apresentou no seu livro um inquietante eixo moral de amigo-inimigo”, disse Sven Hanuschek especialista na literatura, da Universidade Ludwing-Maximilian de Munique (LMU), que investiga o autor há anos.
Na sua opinião, o favo de abelhas contava com uma estrutura hierarquizada, com uma tendência monárquico-imperialista e militarista, onde inclusivamente se podiam contemplar traços de racismo.
A série televisiva 'A Abelha Maia' foi transmitida pela primeira vez em 1976, mostrando algumas diferenças do livro e com novas personagens, nomeadamente o amigo Willy e o divertido grilo Flip, que gostava de tudo menos de trabalhar.
Segundo Josef Göhlen, autor da série televisiva, o seu objectivo foi criar uma abelha diferente à do livro: “Uma abelha um pouco mais emancipada e que não fosse autoritária.”
'A Abelha Maia' foi uma co-produção entre o Japão, a Alemanha e a Áustria. “Os japoneses queriam entrar no mercado europeu e procuravam material alemão para uma série de televisão. Foi então que me lembrei daquele livro que tinha esquecido na estante e que até ao momento não tinha querido resgatar”, explicou o autor.
“A valente abelha da obra de Waldemar Bonsels não era muito popular nos anos 60. O autor estava a ser acusado de cooperar com os nazis”, comentou Josef Göhlen. “Contudo, a protagonista da sua obra e da sua história era muito boa e por isso decidi utilizar o livro.”
No entanto, não foi a primeira vez que a história da abelha foi levada até às telas. A 3 de Março de 1926, o director e biólogo Wolfram Junghans gravou uma versão muda da Abelha Maia com insectos autênticos.
A maioria das pessoas relembra Maia como uma abelha famosa pela sua bondade, como diz a canção, que não tem problemas e que consegue sair sempre vitoriosa nas suas aventuras.
Com a passar dos anos e traduzida em mais de 40 idiomas, Maia converteu-se numa superestrela internacional que fez as delícias dos mais novos durante anos.
A série contou com duas temporadas de 52 episódios e foi transmitida na televisão pública alemã ‘ZDF’ entre 1976 e 1980.
As aventuras da pequena e travessa Maia foram repostas nas televisões de todo o mundo, adaptadas a cada país.
Devido ao seu aniversário, a ‘ZDF’ anunciou que vai produzir 78 novos episódios de Maia em 3D, que deverão estar concluídos em 2013.
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