page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

AFRICANOS SÓ QUEREM SEXO

O “Big Brother” africano mostra uma imagem bem diferente de um povo que vive tempos de conflito e guerras. Neste “reality-show” da emissora M-Net, que realiza o programa ao lado da produtora Endemol, apresenta-se gente descontraída que trata o sexo de uma forma banal. Quem assiste a esta novela da vida real, pode sempre ver cenas de sexo, imagens no duche com os concorrentes a ensaboarem-se.

02 de julho de 2003 às 00:00

No fim-de-semana passado, por exemplo, os telespectadores foram surpreendidos quando dois participantes aparentemente fizeram sexo em directo, numa cena sem precedentes para um continente onde os valores morais predominam. Segundo um jornal de Joanesburgo, “houve movimentos por baixo dos lençóis”.

Esta atitude de vulgarizar o sexo foi bastante contestada pela angolana Bruna Estêvão, a primeira a ser expulsa do concurso. Ela mesmo disse que foi “castigada” pelos telespectadores por ser muito conservadora. “Não bebo, não fumo e não tomo banho nua...”, acrescentou.

Os produtores do “Big Brother” africano depositam bastante expectativa no programa, acreditando ser uma boa oportunidade para que os africanos possam ver-se como pessoas, independentemente da história trágica de uma região que está sempre em conflito.

“O ‘Big Brother’, de uma forma modesta, oferece uma imagem diferente dos africanos. Somos educados, podemos envolver-nos uns com os outros. Não estamos sempre em guerra”, disse Carl Fisher, director da produtora da M-Net, acrescentando: “No final, é um programa de entretenimento, não é um tratado social ou político sobre a África”.

O resultado é, sem dúvida, o espelho de uma África menos exótica.

No entanto, estas cenas mais intimistas entre os concorrentes tem dividido o público. Um telespectador de Kampala chegou a afirmar: “Só os cães deviam ter sexo em público”. Outros fãs, por exemplo, enviaram mensagens de apoio.

Este concurso estreou-se no passado dia 25 de Maio e culmina a 8 de Setembro. Em jogo, estão 12 concorrentes oriundos de África do Sul, Namíbia, Botsuana, Angola, Uganda, Tanzânia, Gana, Nigéria, Malaui e Quénia.

A selecção dos participante foi feita tendo por base critérios bastante rigorosos e tendem a representar a elite do seu país. Actualmente e, segundo Fisher, o “Big Brother” africano é visto por cerca de 25 milhões de telespectadores.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Vidas

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8