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António Costa critica RTP mas não convence

Trabalhadores da estação pública abordaram o primeiro-ministro e pediram-lhe para intervir diretamente no processo de integração dos precários.

18 de fevereiro de 2019 às 01:30

Os precários da RTP do Porto entregaram nas mãos do primeiro-ministro, António Costa, no sábado, um envelope contendo cópias das cartas já enviadas à ministra da Cultura, Graça Fonseca, e ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva. Pediam-lhe atenção para a situação dos trabalhadores da estação pública cuja integração nos quadros da empresa falhou.

Pouco depois, Costa achava "estranho" que o Conselho de Administração da RTP ainda não tivesse tido a capacidade de resolver o problema.

Na verdade, 130 trabalhadores que estavam a recibos verdes já foram integrados, mas faltam os funcionários que estavam em regime de ‘outsourcing’, e que trabalham no canal público mas são pagos por outra empresa. "Em novembro, Vieira da Silva disse, taxativamente, que as pessoas que estão a fazer trabalho numa empresa são funcionários dessa empresa, independentemente de quem lhes paga", disse ao CM Nelson Silva, da Subcomissão de Trabalhadores.

"No entanto, desde o momento em que o disse até agora, nada foi feito. Por isso, não podemos ficar otimistas com as declarações do primeiro-ministro", acrescenta. "O Governo diz uma coisa e faz outra."

Os precários pedem ao Governo que intervenha no processo na qualidade de acionista da RTP ou "alterando a votação da CAB (Comissão de Avaliação Bipartida), que até aqui tem dado pareceres negativos à integração dos trabalhadores".

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