Com a escrita do guião a acompanhar cada vez mais de perto as gravações da novela, o destino das personagens vai-se actualizando ao gosto do público, e a acção conquista novos contornos.
Temos mais uma história muito humana, verdadeira e interpretada por grandes actores. Uma história que vai ao encontro dos gostos do telespectador", diz André Cerqueira, director de Programas da TVI e da Plural. "Confortável" com os resultados obtidos por ‘Mar de Paixão' no horário nobre da estação, o homem forte da ficção da TVI sabe que a novela aberta, caracterizada pela escrita do guião em cima da emissão, técnica há muito usada pela ficção brasileira, é uma mais-valia para actualizar enredos e aferir emoções.
"A autora, a Patrícia, está perto da escrita, atenta aos resultados das audiências e vai afastando personagens ou casais de personagens que não funcionam, e aproximando e desenvolvendo outros que resultam", explica o director-geral da Plural. Patrícia Müller, coordenadora da equipa de autores de ‘Mar de Paixão' e uma das responsáveis pelo sucesso desta produção, é uma dos profissionais que mais se congratulam com a escrita dos episódios quase em cima das gravações: "Graças a Deus que assim é. É óptimo podermos ir ao encontro dos desejos do público. Veja-se o romance entre a Ana Marta (personagem interpretada por Helena Laureano) e o Joaquim (Marcantónio del Carlo). Foi uma surpresa para nós ver a aceitação deste par e estamos a puxar por ele. Também o romance entre a Benedita (Paula Lobo Antunes) e o Miguel (Rogério Samora) tem uma dinâmica que funciona muito bem. São duas pessoas de mundos e idades diferentes. E ela tem o coração da filha dele!" Jorge Corrula e Maria José Paschoal, mãe e filho na acção, Eunice Muñoz, Almeno Gonçalves, Jessica Athayde ou Júlia Belard são exemplos de outras personagens que, segundo a guionista, estão a cativar o público. Apostada em segurar as audiências, Patrícia Müller vai refrescar o enredo por volta do episódio n.º 120 de ‘Mar de Paixão' com um acidente que envolverá Alice (Eunice Muñoz) e o nascimento do bebé de Elsa (Victória Guerra). "Tentamos dar novidades ao público e às personagens", explica Patrícia Müller.
O refrescamento de ‘Mar de Paixão' passa já pela entrada de Teresa Macedo no enredo e, em breve, de Júlio César e Sónia Brazão, a par da saída de personagens secundárias. Para a autora, a parceria entre dois elencos com idades distintas é um dos segredos do sucesso desta ficção. "Eunice Muñoz, Rogério Samora,
Delfina Cruz e Almeno Gonçalves estão a ajudar muito os mais novos na contracena. Esta gestão está a resultar muito bem. Um dos pares românticos mais bem-sucedidos de ‘Mar de Paixão' é formado por Marcantónio del Carlo e Helena Laureano. Ele, Joaquim, é pescador, homem simples, mas generoso, ela, Ana Marta, uma empresária coquete. O romance inusitado entre eles faz disparar as audiências. "A simplicidade do Joaquim e a exuberância da Ana Marta torna este par amoroso divertido e bem-disposto. Mas é a escrita que nos tem proporcionado essa composição. E a Maria Henrique, directora de actores, que vai fazendo a filtragem", explica Marcantónio del Carlo. O actor lembra que a composição das personagens é um trabalho diário: "O palito na boca do Joaquim, o ‘cachucho', a forma de falar, a insegurança da Ana Marta, tudo isto foi ensaiado e tudo é construído diariamente nas gravações, com a direcção de actores e a TVI".
Entusiasmado com a "aceitação do público", Rogério Samora elogia os "cenários naturais da novela, "as praias, Setúbal, Portinho da Arrábida, Açores" e os "mares". E sublinha a "dedicação" das equipas de "estúdio e exterior", do "elenco", da "maneira de escrever muito particular da Patrícia Müller e dos guionistas da Casa da Criação". Sobre o romance com Benedita, adianta: "Os opostos atraem-se, mas nem sempre resultam. O público gosta de amores impossíveis e contraditórios. Sempre foi assim e vai continuar a ser". Acerca do desempenho da sua personagem, o empresário Miguel Vasconcelos, Rogério Samora revela à Correio TV: "Não tem sido fácil, mas tenho contado com o apoio de várias pessoas para dar vida a este Miguel, nomeadamente a Maria Henrique na direcção de actores e o António Borges, realizador e coordenador do projecto. Mas gosto de desafios. Não gosto de projectos fáceis nem de personagens simples".
Coordenador e realizador de ‘Mar de Paixão', António Borges Correia aponta "a escrita", "boa", "credível" e "realista" para o sucesso da novela. "O bom equilíbrio entre os plots dramáticos e cómicos e os actores que têm sido felizes nas suas composições" são, para este profissional, outros factores que explicam o bom desempenho desta história. Dissertando sobre o êxito das novelas da TVI, António Borges Correia cita "a identificação constante entre as histórias, os temas que têm sido escolhidos e o gosto do público, a preocupação em ‘mostrar' o País, as diversas regiões e plots bem desenvolvidos que transportam o público para aquilo que deseja, e a consolidação do star system, os actores, as caras da TVI, que ‘vendem bilhetes'". António Borges Correia, que começou a trabalhar para a NBP, actual Plural, em 2000, conta que as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia estão relacionadas com "a pressão" que acontece na "gravação de cenas ou sequências de epsiódios que estão muito em cima da emissão".
'MAR DE PAIXÃO' SÓ NÃO LIDERA NO PORTO
‘Mar de Paixão' tem até ao momento uma audiência média de 1,2 milhões de pessoas, com um share de 43,8% para o total do universo. A novela lidera entre os indivíduos com mais de 35 anos e junto do público feminino. Com forte penetração junto da classe média, esta novela lidera em todas as regiões excepto no Grande Porto. O melhor resultado de share foi obtido no segundo episódio, a 15 de Março, com 57,2% e o segundo melhor a 18 de Junho, com 55,9%.
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