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Boxes apreendidas

A Unidade Central de Investigação e Fiscalização (UCIF), uma espécie de guarda avançada da ASAE, deteve, ontem, em Arroja, Odivelas, um pirata informático que se dedicava à descodificação ilícita de caixas para televisão por cabo, vulgo Power Box. O homem, que aparenta 30 anos, foi presente ao juiz, tendo-lhe sido aplicado o termo de identidade e residência.

26 de junho de 2007 às 00:00

Há seis meses que a UCIF de Lisboa investigava a actividade do especialista informático, qualificado de “muito competente” por fontes da ASAE. O homem, que não ofereceu resistência aos investigadores da UCIF, foi detido em casa, onde guardava diverso material.

O manipulador das caixas descodificadoras de sinal – que permitem ver os canais codificados da televisão por cabo sem pagar – “tinha conexões internacionais”, garante ao nosso jornal a ASAE. Parte do material entretanto apreendido provinha do estrangeiro. A ASAE confiscou cerca de meia centena de aparelhos, alguns deles já preparados para encomendas. Entre a mercadoria, encontravam-se consolas, cujos padrões de segurança eram alterados, na linguagem do meio, shipadas, e as referidas Power Boxes. Quando foi detido, o ‘pirata’ terá dito que era “técnico de informática”.

O negócio não se cingia ao território português. O homem que a UCIF andava a investigar “tinha encomendas até do estrangeiro”, asseguram-nos. A ASAE continuará a investigar as ligações do especialista informático com o estrangeiro. “Há muitas ‘pontas’ para agarrar. Por isso, o trabalho prosseguirá”, adiantam-nos.

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