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CGI defende presidente da RTP e ataca partidos

Órgão de supervisão garante que Gonçalo Reis não tinha de explicar memorando com Federação Portuguesa de Futebol.

23 de março de 2019 às 01:30

O Conselho Geral Independente (CGI) da RTP, liderado por António Feijó, emitiu um comunicado no qual defende que o memorando entre a estação pública e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) "é um ato de gestão".

"Enquanto tal, é legalmente da responsabilidade do Conselho de Administração (CA), não lhe sendo requerida comunicação prévia do seu teor a qualquer entidade."

Defendendo a legalidade da decisão tomada pela equipa liderada por Gonçalo Reis, presidente da RTP, o CGI informou também que estes responsáveis já esclareceram este organismo e os respetivos ministros da Cultura e das Finanças "das razões que o levaram a assinar o memorando".

Na base desta polémica está um documento que entretanto a FPF decidiu "rasgar", pondo, alegadamente, termo às dúvidas dos partidos com assento parlamentar.

No mesmo comunicado, o CGI refere que o episódio em torno do memorando da RTP com a FPF se tornou "ocioso" e que a sua exploração na praça pública é "indesejável para a estabilidade da empresa".

O órgão que desde 2014 supervisiona os atos de gestão do CA da RTP acusa ainda os partidos políticos de estarem a usar a polémica em torno do memorando para discutir a alteração do "modelo de gestão da RTP".

"Esse debate público tem ocorrido entre tentativas de erosão pública do modelo e de violações dos limites que ele impõe", e que "ninguém poderá questionar a sua independência e liberdade".

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