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Conselho de Opinião da RTP aprova Clara Almeida Santos para Provedora do Telespectador

Clara Almeida Santos substitui a jornalista Ana Sousa Dias, que é provedora do Telespectador desde novembro de 2021.

02 de fevereiro de 2026 às 12:06

O Conselho de Opinião da RTP aprovou Maria Clara Almeida Santos, professora da Universidade de Coimbra, para nova Provedora do Telespectador, disse esta segunda-feira à Lusa fonte do órgão.

O nome tinha sido indicado pelo Conselho de Administração da RTP e o parecer do Conselho de Opinião, emitido na semana passada, é vinculativo.

Clara Almeida Santos substitui a jornalista Ana Sousa Dias, que é provedora do Telespectador desde novembro de 2021.

O Conselho de Opinião da RTP vai ser ouvido na terça-feira pela comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da audição regimental.

O órgão aprovou, em 22 de dezembro, o Plano de Atividades, Orçamento e Investimentos (PAO) para 2025, que "inclui o aditamento relativo à sua secção n.º 7 (Orçamento e Plano de Investimentos 2025-2027)" e "foi preparado em linha com os documentos apresentados nos anos anteriores".

Globalmente, refere o Conselho de Opinião (CO), "as projeções apresentadas indiciam uma deterioração da sustentabilidade económico-financeira da RTP, o que poderá colocar em causa o pressuposto da continuidade das obrigações do Serviço Público prestado pela empresa, caso não sejam tomadas medidas estruturais ou de natureza assistencial pontual, incluindo a inversão da derrogação sistemática de autorizações fundamentais para a execução dos planos anuais".

O órgão presidido por Deolinda Machado sublinha que, "uma vez mais" o "PAO não evidencia quaisquer medidas de gestão que, de forma objetiva e sustentada, permitam assegurar a generalidade das obrigações para com a sociedade civil".

O CO da RTP destaca "a obrigação do Estado e dos órgãos societários assegurar, de forma estrutural, a solidez económico-financeira da RTP, nomeadamente no que concerne ao aumento de receita, à melhoria dos resultados, à melhoria dos indicadores de rendibilidade e de eficiência do investimento e das operações".

"A ausência de um plano de investimento e de financiamento, de natureza realista e fiavelmente mensurado, traduz-se num potencial desalinhamento com os eixos estratégicos enumerados pelo órgão de gestão, incluindo as ações e iniciativas inerentes a cada um desses eixos", remata.

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