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Governo fala em "fortalecimento" e "maior investimento do século" na RTP

Trabalhadores do canal público condenam terem sido excluídos das mudanças anunciadas para 30 de março.

20 de março de 2026 às 01:30

Um dia depois dos jornalistas da RTP terem rejeitado, em plenário, a uniformização das marcas RTP por considerarem que está "em curso a fragilização da informação do serviço público" (pediram mesmo a suspensão do processo), o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que tem a tutela da comunicação social, afirmou que "há um ciclo de fortalecimento da RTP", com "o maior investimento do século" na sua modernização, rejeitando as acusações de fragilização do serviço público.

Questionado, na conferência semanal no final do Conselho de Ministros, sobre a decisão dos jornalistas da RTP (rádio e televisão), o ministro sublinhou que a decisão de uniformização "não é uma medida que dependa do Governo", dizendo apenas confiar "na capacidade da administração de fazer este processo de transformação". Afirmou que "a RTP está a realizar o maior investimento deste século, o maior investimento baseado também em recursos injetados pelo Estado, isto é, dinheiro disponibilizado pelo Governo", investimento esse nos "seus meios, nos estúdios, na capacidade de emissão e nas condições de trabalho dos seus trabalhadores". Garantiu ainda que "a RTP está num ciclo de fortalecimento, um fortalecimento que passa por modernização, que passa por investimento, que passa por repensar algumas das coisas que faz e como faz", frisou. Justificou também que a RTP voltou "a uma situação de dificuldade na sustentabilidade financeira", que obrigou a que fossem tomadas medidas, como o plano de saídas voluntárias, que o Estado tem apoiado financeiramente.

De recordar que os trabalhadores da RTP, os jornalistas da rádio e da televisão condenam terem sido excluídos das mudanças anunciadas para entrarem em vigor a partir de 30 de março e "rejeitam as alterações nunca negociadas e exigem a suspensão imediata do processo". Os jornalistas dizem não se rever nas alterações "porque implicam o esvaziamento de marcas históricas consolidadas, perda de autonomia das respetivas redações e evidente prejuízo para todos os cidadãos e para a democracia". 

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