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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Jornalismo social era a vida do natural de Angola

Nascido a 5 de Outubro de 1945 em Moçamedes (Angola), Carlos Castro interessou-se desde muito novo pela leitura e cedo descobriu a sua vocação para a poesia. Aos 15 anos partiu para Luanda, onde colaborou em diversos jornais, revistas e rádios.

08 de janeiro de 2011 às 14:32

Em 1973 venceu o festival de Luanda com o poema Feitiço de Tinta. Dois anos depois, chegou a Lisboa e nunca mais parou. Foi autor, realizador e intérprete de inúmeros espectáculos e tinha colaborações assíduas em várias publicações.

No dia que celebrou 65 anos de vida e 35 de carreira, o cronista social descreveu o seu percurso como "uma longa e feliz caminhada". Na altura, fez um balanço positivo da sua vida e carreira: "Eu sou uma pessoa muito positiva e acho que não tenho de me queixar de nada, nem da minha vida. Tenho tido tudo aquilo que quero".

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