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Jornalistas do 'Repórter Sábado' violentamente agredidos

Investigação sobre uma alegada falsa agência de modelos acaba ao soco e pontapé. Reportagem vai para o ar este sábado.

07 de março de 2026 às 01:30

Agressões físicas, ameaças, intimidação e coação. A equipa do 'Repórter Sábado', do canal NOW, foi alvo de um dos mais violentos ataques praticados contra jornalistas no exercício da sua atividade. Tudo aconteceu durante uma investigação a uma alegada falsa agência de modelos, a Passarela, em Vila Nova de Gaia, sobre a qual pesam acusações de cobrar centenas de euros por promessas de trabalho para crianças e jovens que nunca chegaram a acontecer. Confrontada pela equipa de reportagem, um funcionário da empresa avançou indiscriminadamente sobre os jornalistas ao murro e pontapé, isto em plena luz do dia na Avenida da República, uma das artérias mais movimentadas da cidade. A violência foi tanta que a reportagem que vai para o ar esta noite é apenas uma versão 'soft' dos acontecimentos. Ainda assim, a jornalista responsável pela peça, Luana Plácido alerta: "As imagens podem chocar os telespectadores mais sensíveis. São várias agressões, em praça pública, à nossa equipa de reportagem". A violência, diz a jornalista, "deu-se em diferentes momentos, depois de o agressor ter sido confrontado com questões que colocam em causa o funcionamento da agência". 

Em resultado, quer a jornalista quer os repórteres de imagem tiveram de receber assistência hospitalar, tendo mesmo um deles sofrido perda auditiva. Ana Leal, coordenadora do 'Repórter Sábado', não tem dúvidas: "Em 38 anos de jornalismo nunca vi um ataque tão violento à liberdade de imprensa em que uma equipa de reportagem é agredida de forma tão violenta, física e verbalmente", diz. "Depois da agressão a pessoa em causa até esfrega a mão ensanguentada das agressões na cara da jornalista. Faz, inclusive, ameaças de que a vai perseguir para o resto da vida. Temos imagens muito violentas, mas que nem vamos passar". Perante o vil ataque, Ana Leal, garante que "o repórter Sábado vai levar o caso até às últimas consequências e que ninguém sairá impune".

A Medialivre, que detém a NOW e a revista Sábado (assim como o CM, a CMTV e o Record, entre outros títulos) vai processar criminalmente o agressor. Em causa estão três crimes: ofensa à integridade física simples (pena de prisão de 1 a 3 anos); crime de ameaça (pena de prisão até 2 anos ou pena de multa até 240 dias) e atentado à liberdade de imprensa (pena de três meses a dois anos multa de 25 a 100 dias). O CM soube, entretanto, que a empresa em causa, a Stephnet, Unipessoal, Lda, também ameaçou processar a Medialivre alegando que a exibição de imagens vai causar dano na agência. 

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