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Mário Carneiro continua na 2:

Mário Carneiro vai continuar a apresentar o programa ‘Nós’, na 2:, apesar de ser, desde meados de Abril, assessor de Imprensa de Manuel Maria Carrilho, candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa.
20 de Junho de 2005 às 00:00
O apresentador do programa ‘Nós’ diz que já entregou a carteira profissional
O apresentador do programa ‘Nós’ diz que já entregou a carteira profissional FOTO: Tiago Sousa Dias
“Entreguei a carteira profissional e agora até posso fazer publicidade, se quiser”, disse ao CM, justificando a incompatibilidade entre o jornalismo e a assessoria de imprensa, que o obriga a ter a actividade principal suspensa. “Mas, no programa, sou claramente apresentador e não jornalista”, frisa.
Para Alfredo Maia, presidente do Sindicato de Jornalistas (SJ), “é importante saber, em primeiro lugar, a natureza do programa, se é de informação ou não. Não sendo, não há incompatibilidade”, analisa o sindicalista.
O papel de Carneiro no programa, ‘Nós’, que ainda ontem de manhã foi transmitido, abordando a temática ‘imigração’, poderá causar alguma estranheza. É que, como se pôde ver na 2:, o assessor de Carrilho conduziu entrevistas. Por isso, sublinha Maia,“seria mais avisado para ele evitar essa confusão de papéis, uma vez que os espectadores nem sempre sabem fazer a distinção. É, antes de mais, a sua credibilidade profissional que está em causa e que ele deve saber avaliar”, enfatiza o presidente do SJ.
O director da 2:, Manuel Falcão, diz que a responsabilidade do programa não é da antena, mas sim, do Alto Comissariado de Integração das Minorias Étnicas, que, ontem, não foi possível contactar.
'EXPRESSO' TRANQUILO NO CASO CARRILHO
“Parece uma coisa especiosa, de quem não ficou muito tranquilo com o teor da entrevista que deu”. Foi desta forma que José António Lima, director-adjunto do jornal ‘Expresso’, reagiu às declarações do assessor de Carrilho na sequência da entrevista deste ao semanário. Mário Carneiro considera que algumas afirmações não correspondem à realidade, bem como o título da primeira página.
“O prof. não chamou sonso e indigente a Carmona Rodrigues e o sentido dado no título, ‘Carrilho diz que jornalistas são débeis mentais’, não corresponde à verdade”, explicou o assessor do antigo ministro da Cultura, que conta falar com o ‘Expresso’, hoje.
José António Lima, o responsável pela elaboração da primeira página do jornal – o director, José António Saraiva, está de férias, razão também pela qual não foi publicado o seu artigo de opinião, ‘Política à Portuguesa’ – recusa-se “a comentar preciosidades de interpretação. Uma coisa é dizer que houve graves deturpações e ideias que ele não tinha expresso. Quanto ao título, reproduz exactamente o sentido que Manuel Maria Carrilho quis dar às suas palavras”.
O ‘Expresso’ aguarda agora o contacto do candidato à Câmara de Lisboa.
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