Barra Cofina

Correio da Manhã

Tv Media

Morreu o relatador Jorge Perestrelo

O conhecido relatador desportivo Jorge Perestrelo, que actualmente trabalhava na TSF, faleceu ontem à noite, aos 57 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, vítima de um enfarte do miocárdio.
7 de Maio de 2005 às 00:51
Perestrelo morreu ontem
Perestrelo morreu ontem
Perestrelo já se tinha sentido mal na passada quarta-feira, na Holanda – onde estava em trabalho a acompanhar o Sporting – durante uma refeição, comentando o facto com alguns colegas jornalistas. Foi assistido pelo médico do Sporting, Gomes Pereira, que o aconselhou mesmo a consultar um especialista quando chegasse a Lisboa para realizar alguns exames.
O jornalista desportivo deu entrada no Hospital da Cruz Vermelha queixando-se de dores no peito que o acometiam nos últimos dias mesmo quando fazia pequenos esforços. Sujeito a vários exames, foram-lhe diagnosticadas lesões coronárias graves, pelo que foi submetido a uma angioplastia, durante a qual sofreu uma paragem cardíaca irreversível acabando por falecer por volta das 23h00.
Pai de dois filhos – Luena e Pedro –, Perestrelo nasceu em Angola, onde viveu durante 27 anos. Esteve depois cinco anos no Brasil, antes de chegar a Portugal. No nosso país, trabalhou na Rádio Clube Português, Comercial, Antena 1, TSF e na SIC, ficando conhecido pelo uso de expressões como ‘ripa na rapaqueca’.
Sempre foi um crítico do estilo de relato português e tinha como referência a escola brasileira, defendendo o uso de expressões coloridas, elegia a emoção como principal forma de comunicar, como atesta a forma como relatou o último golo dos seus 38 anos de carreira, aquele que colocou quinta-feira o Sporting na final da Taça UEFA.
Na altura, Perestrelo gritou: “Golo! Gooolo! Gooolo é do Sporting, é do Sporting, Eu te amo, te amo Sporting!”, exclamou o relatador.
Ver comentários