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'Noite Sangrenta' já em gravações

Diogo Infante, Gonçalo Waddington, Francisco Nascimento e Nuno Lopes gravam uma execução de há cem anos.
2 de Julho de 2010 às 00:00
'Noite Sangrenta' já em gravações
'Noite Sangrenta' já em gravações FOTO: Vítor Mota

Encontrar locais em Lisboa que se assemelhem ao cenário da cidade de há cem anos tem sido o maior desafio", revela à Correio TV Frederico Serra, co-realizador, com Tiago Guedes, de ‘Noite Sangrenta', que deverá estrear na RTP 1 em Outubro. A série de ficção histórica, que teve o título provisório, ganhou o nome com que ficou conhecida a revolta radical que ocorreu em Lisboa a 19 de Outubro de 1921. Após três semanas de gravações, a Correio TV assiste à encenação de uma das mais intensas execuções que sucederam naquela época: Carlos da Maia (Ricardo Aibeo) e Machado dos Santos (Diogo Infante). "A história centra-se em Berta da Maia, viúva de Carlos da Maia, um dos heróis revolucionários do 5 de Outubro, que foi morto sem que nunca se conhecesse quem foram os verdadeiros mandantes deste crime. Baseámo-nos no seu livro e em outros documentos", explica Frederico Serra. Entusiasmado com este projecto, o realizador destaca a complexidade emocional de duas personagens: Berta (Isabel Abreu) e Abel Olímpio (Gonçalo Waddington).

"Sou o cabo Abel, o marinheiro que ficou conhecido como o ‘Dente d'ouro', aquele que dá a ordem para abater o almirante Machado dos Santos (Diogo Infante)", conta o actor Gonçalo Waddington. E continua: "ele está convencido de que será um herói, é uma pessoa de má índole, mas depois quando é preso e se vê abandonado pela instituição militar é que percebe a dimensão dos seus crimes". Abel Olímpio tem a seu lado uma personagem também ela peculiar, Rogério, que é quem conduz a carrinha do assassino.

"Sem desvendar muito, posso dizer que ele vai questionar bastante a legitimidade das mortes", conta o actor Francisco Nascimento. Diogo Infante protagoniza o almirante Machado dos Santos. "Hoje é o meu último dia de gravações, mas foi muito bom fazer o gostinho ao dedo. Não posso aceitar projectos longos, porque a gestão do Teatro S. Luiz e o ‘Cuidado com a Língua' ocupam-me bastante", explica o actor à Correio TV.

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