O quarteto de humoristas prepara um novo programa televisivo. Depois do final antecipado do ‘Gato Fedorento’ na SIC Radical, o regresso está marcado para o próximo ano.
A qualidade do ‘Gato Fedorento’ enquanto produto televisivo é inquestionável para os críticos da especialidade. A trupe de humoristas composta por Ricardo Araújo Pereira, Zé Diogo Quintela, Miguel Góis e Tiago Dores, que em Julho passado abandonou a SIC, prepara agora um novo projecto televisivo que deverá chegar ao pequeno ecrã no próximo ano. Cortada a ligação à estação de Carnaxide, há outras portas abertas para o ‘Gato’. Fernando Sobral, crítico de televisão, estabelece um paralelo entre o possível percurso do ‘Gato Fedorento’ e o caso do noticiário satírico ‘Contra-Informação’. “Um canal público poderá seguir a lógica da aposta no ‘Contra-Informação’ que, sob um outro formato, começou precisamente na SIC, de onde foi retirado. No canal público acabou por funcionar”, recorda.
O crítico Eduardo Cintra Torres considera que o humor “inteligente e irónico” do ‘Gato Fedorento’ pode resultar em pleno em qualquer canal. “É um produto de prestígio de agrado generalizado em várias classes socio-demográficas, pelo que fica bem em qualquer canal. Prestigia a estação e não dá prejuízo”, acrescenta. Da mesma opinião é João Gobern, que considera que o ‘Gato Fedorento’ pode ser “um trunfo em qualquer estação”. “O sucesso do grupo faz com que seja apetecível a uma estação que assente numa perspectiva comercial. Provavelmente terá mais a ver com os horários e com os programas que servem de charneira à entrada e saída do que propriamente com o tipo de estação emissora”, conclui. Fernando Sobral sublinha também a importância do enquadramento do programa. “Colocá-los num horário qualquer só para se dizer que se tem, não vale a pena. Deve haver uma estratégia que enquadre a proposta”, acrescenta.
Se hoje em dia o ‘Gato Fedorento’ é um nome conhecido do grande público, a verdade é que, inicialmente, o grupo de humoristas chegava apenas a um nicho de mercado. Na SIC Radical, canal onde o projecto foi lançado, primeiro como rubrica do ‘talk show’ ‘Perfeito Anormal’, depois como produto independente, as audiências eram reduzidas. Em 2003, ano em que estreou a ‘Série Fonseca’, a audiência média era de 8800 espectadores, que passaram a 13 mil no ano passado, até alcançar os 24.400 este ano.
Paradoxalmente, a ‘Série Fonseca’ vendeu mais de 60 mil exemplares desde a sua edição em DVD, há cerca de um ano. Este fenómeno deve muito a duas circunstâncias que abriram horizontes ao ‘Gato Fedorento’, a participação de Ricardo Araújo Pereira numa campanha publicitária e partilha de ‘sketches’ através da Internet. Zé Diogo Quintela admite que ambos os meios contribuíram para aumentar a popularidade da trupe. “A Internet permitiu que os ‘sketches fossem vistos por pessoas que, habitualmente, não seriam espectadores da Radical e a publicidade serviu para constatar que o nosso humor podia ter sucesso junto de um público mais alargado”, defende o humorista.
Foi em canal aberto, e por via da campanha publicitária a uma instituição bancária que o êxito do ‘Gato Fedorento’ se generalizou e democratizou. A campanha estendeu-se depois à rádio e só entre o dia 21 de Outubro de 2004, data do seu arranque, e 24 de Outubro, foram investidos mais de 498 mil euros. A criatividade e o humor da personagem interpretada por Ricardo Araújo Pereira pôs muitos portugueses a repetir uma das frases do anúncio. No Gato Fedorento, em geral, e naquela personagem em particular, a W/Portugal, agência de publicidade onde Jaime Mourão Ferreira é director criativo, viu a “enorme oportunidade” para a campanha encomendada pelo Montepio Geral que pretendia não só obter um bom resultado comercial como rejuvenescer a imagem da instituição.
“Pegando naquela personagem, criámos uma linha de comunicação claramente diferenciadora da concorrência”, explica Jaime Mourão Ferreira à Correio TV. Segundo o criativo, “analisando o tipo de comunicação desenvolvido pela concorrência chegava-se à conclusão de que todas as mensagens assentavam em pressupostos essencialmente racionais e quase exclusivamente virados para os produtos bancários”. Ora, a W/Portugal enveredou por um caminho “diametralmente oposto”. E adianta: “Há uma personagem a quem aconteceu não se sabe o quê e que deixa no ar uma insatisfação face a qualquer coisa que ninguém consegue descortinar. Só no final do ‘spot’ é que enquadramos o contexto do discurso da personagem”.
AUDIÊNCIAS SEMPRE EM CRESCIMENTO: O HUMOR VENDE BEM
‘Gato Fedorento’ estreou na SIC Radical a 15-9-03. O universo cabo passou de 4,1 milhões (2003) a 4,4 milhões de espectadores (2005).
SUCESSO EM DVD
O DVD da ‘Série Fonseca’ vendeu mais de 60 mil exemplares desde a sua edição, há um ano, e escolhido como prenda de Natal. O da ‘Série Meireles’ já lidera o Top.
A RAZÃO DA POLÉMICA
O episódio emitido pela SIC generalista, à revelia dos autores, em 30 de Junho, que motivou o final da série, foi visto por 425.600 espectadores, o que corresponde a 16,4 por cento da quota de audiênica.
PUBLICIDADE EM CANAL ABERTO: CAMPANHAS MEDIÁTICAS
A campanha do Montepio Geral arrancou a 21 de Outubro nas três estações de televisão e rapidamente fez duplicar o número médio de contratos do crédito à habitação por dia, refere Pedro Alves, Director de Marketing daquela instituição bancária. Esta campanha recebeu o Prémio Eficácia 2005 da Associação Portuguesa de Anunciantes.
MAPA DA ENTREVISTA POSSÍVEL AOS ELEMENTOS DO ‘GATO FEDORENTO’
ZÉ DIOGO QUINTELA (‘ATUM’)
- Esperam que o novo DVD alcance ou supere o êxito de vendas da anterior temporada?
- Esperamos que ornamente a árvore de Natal de cada lar português. E alguns lares noruegueses, também.
- A polémica saída da SIC poderá ter algum impacto sobre o sucesso do novo DVD?
- Quanto muito pode acirrar a curiosidade do público, sedento de revelações bombásticas sobre a polémica.
- Irão manter a designação ‘Gato Fedorento’ num futuro projecto para televisão?
- Sim, claro.
- Como explicam o sucesso de algumas expressões retiradas dos ‘sketches’?
- É sabido que o vocabulário dos portugueses é, em regra, muito limitado.
- Caso não regressem em breve à TV acham que o público irá esquecer-vos?
- Ainda ontem fui abordado por uma senhora na rua que me disse: “Vai tão bem nos Morangos com Açúcar!”.
- Estão a escrever uma nova série. Quais são os vossos planos para o futuro?
- Neste momento não temos nada contratado com nenhuma estação.
- Uma futura série será concebida nos mesmos moldes que a anterior?
- Não sabemos como vai ser o próximo programa. Já nos bastava que as pessoas achassem alguma graça.
- O ‘Gato Fedorento’ começou como um blogue. O que vos motivou a dar-lhe início?
- Não respondeu.
- Como surgiu a ideia de passar de um blogue a um programa de televisão?
- Não respondeu.
- Têm agendados espectáculos ao vivo?
- Por enquanto não temos nada. Várias cidades estão traumatizadas pela nossa passagem.
RICARDO ARAÚJO PEREIRA (‘O HOMEM A QUEM PARECE QUE ACONTECEU NÃO SEI O QUÊ’)
- Esperam que o novo DVD alcance ou supere o êxito de vendas da anterior temporada?
- Esperamos que fique aquém. O povo português não é parvo e não vai cometer o mesmo erro duas vezes.
- A polémica saída da SIC poderá ter algum impacto sobre o sucesso do novo DVD?
- A passagem de aviões da CIA em espaço aéreo português também poderá exercer influência.
- Irão manter a designação ‘Gato Fedorento’ num futuro projecto para televisão?
- Exacto. E a SIC também vai poder continuar a utilizar a designação ‘SIC’.
- Como explicam o sucesso de algumas expressões retiradas dos ‘sketches’?
- Não sei como se explica, mas o nosso próximo projecto é popularizar a expressão: “Olha lá, viste o Zé Carlos?”
- Caso não regressem em breve à TV acham que o público irá esquecer-vos?
- Faço minhas as palavras do Zé Diogo, com excepção para a palavra “abordado”. Essa não faço minha.
- Estão a escrever uma nova série. Quais são os vossos planos para o futuro?
- Neste momento temos em mão um convite bem tentador da TV Galiza.
- Uma futura série será concebida nos mesmos moldes que a anterior?
- Eu vou interpretar o papel de um velho bêbedo que bate na mulher e escarra para o chão.
- O ‘Gato Fedorento’ começou como um blogue. O que vos motivou a dar-lhe início?
- Contribuir para tornar o mundo melhor e engatar pessoas do sexo feminino (ou, no caso do Miguel, gado ovino).
- Como surgiu a ideia de passar de um blogue a um programa de televisão?
- Não respondeu.
- Têm agendados espectáculos ao vivo?
- Gostávamos de criar e comercializar um trem de cozinha com a marca ‘Gato Fedorento’.
MIGUEL GÓIS (‘QUAL PAPEL?’)
- Esperam que o novo DVD alcance ou supere o êxito de vendas da anterior temporada?
- O nosso objectivo é que haja mais do que um DVD do Gato Fedorento por cada português.
- A polémica saída da SIC poderá ter algum impacto sobre o sucesso do novo DVD?
- Oficialmente, um assunto só é polémico quando um jornalista solicita ao Pacheco Pereira a sua opinião.
- Irão manter a designação ‘Gato Fedorento’ num futuro projecto para televisão?
- Não respondeu.
- Como explicam o sucesso de algumas expressões retiradas dos ‘sketches’?
- Explica-se pelo facto de, algures na Ásia, uma borboleta ter batido as asas.
- Caso não regressem em breve à TV acham que o público irá esquecer-vos?
- Já eu só faço minha a palavra “abordado”. Estou convencido de que o carro está na palavra “abordado”.
- Estão a escrever uma nova série. Quais são os vossos planos para o futuro?
- Nós temos projectos. Querem que seja mais específico? São projectos para o futuro.
- Uma futura série será concebida nos mesmos moldes que a anterior?
- Eu vou interpretar a escarreta. Exige alguma maquilhagem, mas acho que vale a pena.
- O ‘Gato Fedorento’ começou como um blogue. O que vos motivou a dar-lhe início?
- Eu podia dizer muito sobre a minha relação com a Lãzuda, mas não gosto de falar na minha vida privada.
- Como surgiu a ideia de passar de um blogue a um programa de televisão?
- Na altura, julgámos que era obrigatório. E nós somos pessoas cumpridoras da lei geral do País.
- Têm agendados espectáculos ao vivo?
- Por exemplo, Coimbra ainda está sob o efeito de Prozac.
TIAGO DORES (‘PARVOÍCES EM TORNO DE SINÓNIMOS’)
- Esperam que o novo DVD alcance ou supere o êxito de vendas da anterior temporada?
- Esperamos que supere. Tudo o que seja vender abaixo de 573 milhões de exemplares é fraquinho.
- A polémica saída da SIC poderá ter algum impacto sobre o sucesso do novo DVD?
- Não. Parece-nos que uma coisa nada tem a ver com a outra.
- Irão manter a designação ‘Gato Fedorento’ num futuro projecto para televisão?
- Não respondeu.
- Como explicam o sucesso de algumas expressões retiradas dos ‘sketches’?
- Não respondeu.
- Caso não regressem em breve à TV acham que o público irá esquecer-vos?
- Olha que não Miguel. O carro está na montra 3.
- Estão a escrever uma nova série. Quais são os vossos planos para o futuro?
- Em tempos investimos em projectos para o passado, mas concluímos que para o futuro têm mais futuro.
- Uma futura série será concebida nos mesmos moldes que a anterior?
- Não respondeu.
- O ‘Gato Fedorento’ começou como um blogue. O que vos motivou a dar-lhe início?
- Não respondeu.
- Como surgiu a ideia de passar de um blogue a um programa de televisão?
- Não menosprezando a importância que o consumo excessivo de álcool também teve nessa decisão.
- Têm agendados espectáculos ao vivo?
- Não respondeu.
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