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Correio da Manhã

Tv Media
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Os críticos são como os testículos!

Aos 50 anos, diz-se na fase mais equilibrada da sua vida. Depois de um ano particularmente exigente, Herman não perde o humor. Arrasa os críticos de televisão, que
o fustigam há anos, explica como trabalhou para contrariar a ‘Quinta das Celebridades’, confessa que está bem na SIC, pisca o olho a Moniz e à RTP, critica os moralismos da direita e o proteccionismo da esquerda. Uma grande entrevista ao ‘verdadeiro artista’. Como há muito não se lia…
7 de Janeiro de 2005 às 00:00
Com 30 anos de carreira, e sempre no activo, sente-se realizado?
Não, de maneira nenhuma. E ainda bem. Todos aqueles que me dizem sentir-se realizados, estão, sem saber, no início da sua fase decadente.
E o Herman, não?
Espero que não – pelo menos sinto-me ainda muito longe das metas que gostava de atingir. Nunca estou satisfeito. Por isso é que o trabalho para mim continua a fazer tanto sentido. Confesso-lhe que quanto mais difíceis são os obstáculos, mais interessante se torna a luta.
Mas tem a noção que é hoje um Herman completamente diferente do que era há 20 anos?
Mudo todos os anos. Dizer que “o Herman é isto ou aquilo” é como dizer que os Estados Unidos são assim ou assado. Cada um dos 50 Estados é uma América. E mesmo assim, dentro de cada Estado há também várias formas de se ser americano. O mesmo se passa comigo: há tantos Herman Josés quantos semestres existem em 30 anos de carreira.
Mas as mudanças dependem de quê?
De tanta coisa. A começar pelo País, que nestes 30 anos mudou radicalmente. Passando pelo estado de espírito, pelo estado físico (já pesei 80 quilos, já pesei 115…). Já me suspenderam programas, já fui preguiçoso, já fui hiperactivo, já preferi descansar à sombra da bananeira, já tudo… (risos).
E como é se vê agora?
Neste momento, estou talvez na minha fase de maior equilíbrio. Consigo trabalhar muito rápida e profissionalmente e consigo arranjar tempo para mim, o que é realmente fantástico. A partir de certa altura na vida, ganha-se a percepção de que o verdadeiro luxo é ter-se tempo livre de qualidade. Se calhar isso é que é ser-se rico, como aventava Agostinho da Silva.
E o que faz nesses dias?
Acordo sempre muito bem disposto… por saber que sou dono do dia. Posso ir almoçar fora com os amigos, fugir para o mar, ir até ao ginásio, preguiçar cozinhando. Nesses dias, o Donald Trump ao pé de mim é indigente…
Esse luxo é possibilitado pelo facto de ter um programa semanal de conversas, que não o obriga a estar permanentemente a criar e a escrever…
Não é bem assim. O progresso é que me trouxe um milagre chamado computador, Internet, e mais recentemente o ‘Mobile Card’. Em qualquer parte de Portugal ou da Europa continuo a trabalhar sem estar preso a um escritório. A parte mais dura do meu trabalho é sempre a escrita. Quando chego ao estúdio está quase tudo em papel.
Portanto, aquela ideia romântica de que você chega aqui, inventa umas larachas e di-las em directo… é um mito urbano.
Claro que sim, é puro romantismo. Mas é isso que eu quero que o público sinta. Fazer humor não é chegar aqui, estar bem disposto e dizer uns disparates. Por exemplo, o ‘Quintal dos Ranhosos’… Se não estivesse tudo definido com rigor, bem preparado, bem estruturado, nem tempo teríamos de gravar vinte e tal minutos de ficção numa hora e picos.
OS CRÍTICOS
Dizia-me há pouco que não há um Herman José, mas sim vários. Tem consciência que há muitos portugueses que gostavam mais dos outros Hermans?
Sim, mas isso é inevitável nos países pequenos. É muito difícil manter a ‘chama viva’ em minimercados. Aliás, a curva sinusoidal das boas graças da crítica ataca todos os criadores portugueses. Por vezes, parece que só depois duma fase de desgraça é que volta a haver apetência para dar valor a quem o tem.
No seu caso, os críticos passam o tempo a lembrar o ‘Tal Canal’, o ‘Hermanias’ e outros clássicos e a dizer que naquele tempo é que você era bom. Ou seja, a crer nas suas afirmações, o seu estado de graça já acabou há 15 anos...
Antigamente eram os críticos que aprovavam os programas. Nos tempos do canal único, eram decisivos para a sobrevivência artística de quem trabalhava em televisão. Hoje em dia, quem manda é o mercado. Ou seja, os críticos são como os testículos: assistem à coisa mas não participam. É triste, convenhamos! No meu caso, a avaliação é feita pelo impacto do meu trabalho, que felizmente se tem mantido em alta, mesmo quando a concorrência aperta.
Esse indicador fá-lo descansar?
Não se trata de descansar, mas é um indicador seguro. Não lhe escondo que o facto de ter as casas de espectáculos onde actuo sempre cheias, e de manter a mais alta cotação no mercado publicitário, também me alegra. Bom, e estou a evitar dizer uma coisa terrível…
Diga, diga…
Se eu não tivesse vingado profissionalmente teria sido crítico. O crítico no fundo é um caçador, que gostaria de poder voar como as aves. Como não consegue, está cá em baixo aos tiros, na esperança de conseguir pelo menos ferir alguma. É um fenómeno histórico, que não é exclusivo de Portugal. Nem dos outros. Eu próprio quando vejo um filme do Woody Allen ou um episódio do Seinfeld, apetece-me mandar-lhes com um pano encharcado à cabeça. De inveja! (risos)
Portanto, não reconhece nenhuma legitimidade nos críticos? Acha que eles estão todos a exorcizar os fantasmas…
Há honrosas excepções. Mas a maior parte dos críticos de televisão em Portugal tem muito pouco conhecimento do meio. Não sabem como se faz, nunca assistiram a um programa ao vivo, não sabem distinguir ‘share’ de ‘rating’, nem fazem ideia da luta que é manter os espectadores interessados num produto ‘main stream’.
A MEMÓRIA
Ainda se ri das figuras que fazia no ‘Tal Canal’ e no ‘Hermanias’?
Nem sempre. Há trabalhos que considero um bocado primários e que me dão pouca vontade de rir. Mas curiosamente os meus maiores êxitos que sobreviveram ao tempo foram os maiores ‘bombos da festa’ da crítica da altura. Pena que a maior parte já cá não esteja para engolir o sapo!
Não tem saudades de ter um programa desse tipo, só de humor?
Não posso dizer que tenha. É muito redutor e limitado. Todos os que se mantiveram nesse tipo de formato, morreram, ficaram pelo caminho, como o Benny Hill. Os que abriram portas para outros formatos sobreviveram, como o Jô Soares, o Jay Leno, que também começaram por fazer programas de humor.
São as suas referências?
Não. As minhas referências continuam a ser os Monthy Python. Mas lá está, o Michael Palin faz programas de viagens para a BBC e o John Cleese apresenta programas e faz pequenos papéis em filmes. Os seus tempos de loucura são irrepetíveis. Tudo tem a sua época. Até eles tiveram a necessidade e a inteligência de abrir outras portas.
Mas o que gosta mais é quando veste a pele de personagens…
Não, necessariamente. Eu gosto de tudo. Isso é a mesma coisa do que perguntar: gosta mais de lagosta ou sardinhas? São duas maravilhas complementares. Eu adoro lagosta, mas amo sardinhas. Não me obriguem a optar. A boa refeição é feita de diversidade.
O QUINTAL
Não deixa, no entanto, de ser curioso que o Herman volta a receber excelentes críticas ao seu trabalho com este ‘Quintal dos Ranhosos’, uma parábola da ‘Quinta das Celebridades’, numa altura em que o seu programa atingiu as audiências mais baixas, com o sucesso do programa na TVI…
Essa reacção é recorrente. Já quando, há quatro anos, criei o Nelo e a Idália, a crítica foi unânime: “Até que enfim que o velho Herman regressa às grandes criações...”
Isso irrita-o?
Nada, já estou habituado. Sempre foi assim. Desculpe que lhe diga, mas quem me parece obcecado pela crítica é você. Não me fala doutra coisa. Bem se vê que ainda não tem cinquenta anos! (risos)
Qual é a sua principal preocupação?
Sobreviver num mercado que está sempre em mutação, como o vírus da gripe. Essa gestão é que é difícil, e por isso é que cada vez mais gente fica pelo caminho. Os ídolos de há seis meses são os anónimos de hoje! As audiências, o produto, a marca, a força comercial, o contexto. É o que conta hoje em dia. Por isso é que o êxito da ‘Quinta das Celebridades’ não passa dum ‘fait-divers’. Já tive outras lutas ao longo destes anos contra êxitos arrasadores, dos quais já ninguém se lembra. As ‘Mulheres do Zé’, os ‘Anéis da Marta’, ‘O Casamento da Não Sei Quantas’ e tantos, tantos outros.
Mas reconhece o impacto demolidor do ‘fait-divers’…
Fantástico e invejável. A fazer-me lembrar os cinquenta e tais por cento de ‘share’ dos nossos directos do ‘Masterplan’! O nosso José Castelo Branco chamou-se Gisela Serrano, lembra-se? Nessa altura a SIC recuperou a liderança perdida com o ‘Big Brother’... Vê como já não se lembrava? (risos)
O CROMO
Não foi capaz de criar um antídoto para atenuar o efeito da ‘Quinta’ ou não era possível?
Não era possível. Fui dos primeiros a prever o sucesso da concorrência, e a preparar-me para ele. Apesar de tudo apanhei a onda e ‘surfei’ montado na prancha ‘Quintal dos Ranhosos’. O efeito teve tanto impacto, que acabei de filmar um anúncio mascarado de ‘Brasileiro’, o que não deixa de ser irónico. Resolvemos também o problema do nosso cenário que estava visto e gasto. Temos uma casa nova que tem uma imagem fantástica e muito internacional.
Sim, mas a TVI parece apostada numa segunda edição do programa, já para Março, ou não acredita no sucesso de uma sequela?
Não duvido que será um programa de impacto, mas não vai ser fácil esquecer o fenómeno Castelo Branco, potenciado pelo ‘bom gigante’ Frota. Tentarão ir por outros caminhos, porventura mais ruidosos, ou mais picantes, o que afastará o publico infantil, que via na ‘Quinta’ uma espécie de circo. Não foi por acaso que o maior susto que a TVI apanhou foi quando levou com o nosso ‘Herman Circo’ em cima. A sorte deles foi termos tido mais um intervalo, senão o susto teria sido ainda maior. (risos) E porquê? Nessa noite também tivemos animais e palhaços!
E há outro Castelo Branco?
Duvido. Não há muitos ‘cromos’ com tanto poder mediático. É bom não esquecer que o primeiro barómetro para a popularidade do José Castelo Branco foi o ‘Herman SIC’, quando o tivemos cá com a sua Lady a mostrar as jóias. Várias vezes, cheguei a comentar com a minha direcção de programas que ele era um valor aproveitável. Nunca calhou ser integrado nas nossas brincadeiras. De facto, ele serviu de catalizador a um programa muito bem estruturado, e que relembro, não é português, nem é barato. Mas dinheiro é coisa que, felizmente, não falta pelas bandas da Media Capital. Ele é futebol, ele são horas de ficção nacional, ele é ‘Quintas’... Gente poderosa é outra coisa!
Como analisa este fenómeno José Castelo Branco?
A populaça sempre se divertiu com o palhaço efeminado da aldeia. E cada comunidade tem o seu: pode ser o cabeleireiro, pode ser o enfermeiro, pode ser o sacristão. Junto dos espectadores mais exigentes a ideia com que se ficou do Castelo Branco é a mesma que se tinha antes dele entrar.
E que ideia é essa?
Uma pessoa diferente, muito colorida, terrivelmente ambiciosa, quase autista no seu exibicionismo, infantil na sua maneira de viver os bens materiais. E completamente inofensiva, daí despertar tanto carinho junto do público.
E, portanto, é um bom boneco para ser caricaturado?
Sim, claro, mas é um risco. Como me disse o Rui Veloso, o melhor imitador do José Castelo Branco é o próprio José Castelo Branco. O Monchique que me desculpe.
A POLÍTICA
O actual momento que se vive em Portugal é uma boa fonte de inspiração para um humorista?
Eu já vivi várias épocas portuguesas e posso dizer-lhe que esta é, seguramente, a menos interessante de todas.
A política continua a tentá-lo?
Eu adorava ser político se pudesse dirigir Portugal com o Sultão do Brunei: sem oposição e com muito petróleo! Doutra maneira não me apetece! (risos)
Numa entrevista ao extinto jornal ‘Sete’, em 1985, disse: “Embora não pareça, vivo intensamente a política. E imagino até poder daqui a uns anos acabar na vida política”. Isto ainda faz sentido 20 anos depois?
Em 1985 tinha 31 anos. Não se pode levar ninguém a sério antes dos quarenta...
Continua a ‘namorar’ a esquerda e a concordar com alguns valores de tidos como de direita?
Não me revejo em força política alguma. Sou de esquerda na modernidade, no atrevimento, na alegria das rupturas, na feroz defesa da liberdade de expressão. Sou de direita na busca de ordem, de disciplina, reforçando os tribunais e os agentes da autoridade, lutando pelo respeito pelos valores do Estado, na intolerância absoluta para com quem não respeita a liberdade dos outros. No entanto, sou ferozmente a favor do aborto. Do casamento entre homossexuais. Não suporto a hipocrisia judaico-cristã. Mas amo os bons padres. As grandes organizações dos homens de fé. A caridade incondicional de quem põe a vida ao serviço da comunidade em nome de Deus. Sou a favor de trabalhadores bem pagos, mas sou contra a noção primária de que a justiça é sempre feita contra quem emprega. Sou a favor do estado social, mas contra a política proteccionista ‘soissante-huitard’ em que patrão é sempre sinónimo de ladrão. Em que “os ricos é que pagam a crise”. Ora diga-me lá se posso ter partido? Não posso. (risos)
O POLITICAMENTE CORRECTO
Uma das críticas que mais lhe fazem é que o Herman gosta de estar sempre de bem com todos. Essa sua resposta sobre política é … politicamente correcta.
Não confunda politicamente correcto com não alinhado. Quem me dera ter clube, ter partido, ter religião, ter ‘lobbies’... Era tudo tão mais fácil. Mas não sou capaz de me vergar a hipocrisias e tenho a garganta estreita de mais para engolir sapos.
Muito bem, mudemos de assunto: a televisão portuguesa está pior hoje do que há dez anos?
Não. (pausa) Está forçosamente diferente, mas não acho que esteja pior. Para ser completamente justo, a informação da SIC é excelente, o espírito criativo e inovador da SIC é inultrapassável e tutelado por um dinossauro inteiro, verdadeiro democrata, que é o Francisco Pinto Balsemão. A RTP está numa velocidade de cruzeiro e ganhou alguma serenidade, mostrando evolução. A TVI é responsável por uma verdadeira explosão de ficção nacional. É responsável pela criação dum conjunto enorme de novas vedetas, e pelos jovens se terem habituado de vez à representação em língua portuguesa, e isso é uma obra de se lhe tirar o chapéu.
Já reparou que voltou a fazer apenas elogios? Gosta assim tanto de estar de bem com toda a gente?
Nada disso. Fiz os elogios porque me limito a ser justo. Pelo facto de ser a SIC a pagar-me o ordenado, não vou desatar a dizer mal da concorrência. Nunca perco a imparcialidade. Não é por acaso que na escola era eu que fazia sempre de juiz de tribunal de pequena instância. Se calhar passei ao largo duma grande carreira de magistrado... (risos)
Pois, mas estou a referir-me ao facto de estar na SIC; manter um namoro discreto com a RTP e ser amigo pessoal de José Eduardo Moniz, director-geral da TVI. Ou seja, gosta de manter boas relações em todo o lado…
É verdade e podia muito bem ter ido para a TVI aqui há uns meses, por razões que oportunamente contarei. E só não fui porque se mantiveram os sinais de confiança e admiração mútua que mantenho com a SIC há quase cinco anos. A minha relação com o José Eduardo Moniz é antiga e especial. Foi com ele que nasceu o ‘Casino Royal’, a ‘Roda da Sorte’, e o ‘Parabéns’ na RTP. Não tenho uma única razão de queixa dos muitos anos em que com ele trabalhei.
O seu contrato na SIC dura mais dois anos. Depois é livre…
Veremos o que o futuro nos reserva. Estou mais preocupado com o presente.
Voltar à RTP com um ‘Herman 2007’ em directo do agora seu Teatro Tivoli está fora de questão?
Boa ideia! Vou tomar nota (risos).
O REI
Carregar o epíteto de ‘Rei do Humor’ tantos anos é um fardo pesado?
Não sei ao que se refere. Não acho nada que seja o rei do que quer que seja, nem nunca ouvi essa designação.
Não ouviu? Não posso acreditar…
Não, e assusta-me sempre imenso ouvir estas coisas. A maior parte dos Reis na História acaba mal. Prefiro ser o bobo da corte. Daqueles que morrem de velhos.
Teve medo de tentar a sua sorte lá fora, onde ninguém o conhece?
Não foi uma questão de medo. Não tive tempo de pensar nisso. O meu estatuto foi difícil e demorado de atingir. As coisas não aconteceram por acaso, foi preciso batalhar muito. Por isso nunca tive tempo de pensar numa carreira internacional.
A RELAÇÃO COM O DINHEIRO
Durante muito tempo, o seu dinheiro era notícia. Os seus luxos, o seu barco, o seu champagne, os seus carros… Hoje, as pessoas deixaram de falar disso.
Fui dos primeiros a combater a lógica antiga do “guardem as pratas que vêm aí os cómicos”. O que eu quis provar foi: “roam-se de inveja que os cómicos também têm direito a pratas”! (risos) Hoje felizmente, há muita gente na minha profissão a viver bem, já não precisamos de provar nada a ninguém, e estou muito mais preocupado em manter o emprego da mais de centena e meia de pessoas que dependem de mim, do que em trocar de barco!
O HUMOR É AUTO-REGULÁVEL
O humor nunca passa das marcas?
(pausa) O humor verdadeiramente livre tem de ser imprevisível, cruel, por vezes quase desagradável. Se for limitado perde a frescura. Passa a cócegas. A infantil palhaçada, ou a inofensiva anedota.
Portanto, não se pode impor limites ao humor?
Os limites do humor são os do bom senso. Terá de ser uma coisa auto-regulável.
Mas cingir essa auto-regulação a uma questão de bom senso e sensibilidade é arriscado...
Cabe às leis e aos tribunais fixar esses limites. Eu próprio já fui objecto de vários processos judiciais.
Têm sido muitos? Imagino que haja muita gente que não goste de ver as coisas que o Herman faz…
Tenho tido alguns, que foram todos felizmente arquivados. Parodiar não é ofender!
ACARINHADO EM PORTUGAL
Sente-se respeitado e amado por Portugal?
Muito. Tive recentemente provas de carinho e confiança, muito para além daquilo que imaginava ser possível.
Refere-se à reacção das pessoas ao seu envolvimento no processo Casa Pia?
Até ao final do julgamento não farei quaisquer comentários sobre o processo. Nem sequer indirectamente. Peço desculpa. (pausa) Colaborar com a Justiça é não provocar ruído e respeitar os seus agentes.
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