O nome do seu personagem é Bond, James Bond. Mas nem sempre. Em “O Caso Thomas Crown” o actor passa para o outro lado da lei, no papel de um milionário cujo passatempo é roubar valiosas obras de arte. E seduzir belas mulheres…
Enquanto “Die Another Day”, a mais recente aventura de “James Bond”, não chega a Portugal (ver caixa), os fãs de Pierce Brosnan podem matar saudades com “O Caso Thomas Crown”. Esta película, que a RTP transmite na sexta-feira, recupera o tema clássico do ladrão da classe alta. A empatia entre os dois protagonistas, Brosnan e Rene Russo, cujos personagens se envolvem num arriscado jogo de sedução, é o ponto alto desta elegante e sofisticada película de suspense.
“O Caso Thomas Crown” relata a história do roubo de um quadro de Monet, avaliado em cerca de cem milhões de Euros, de um museu nova-iorquino. Perante a ineficiência da polícia, “Catherine Banning” (Rene Russo), uma bela investigadora de seguros, entra em acção. As suspeitas de “Banning” recaem, por estranho que pareça, sobre o milionário “Thomas Crown”, interpretado por Pierce Brosnan. Na realidade, “Crown” é o responsável pelo roubo daquela obra de arte, entre muitas outras. O que o atrai não é o valor das peças, mas o prazer que retira da execução dos assaltos mais espectaculares. Durante a investigação, “Catherine Banning” atrai a atenção do milionário, que vê nela um desafio de rara dimensão. A atracção entre os dois é mútua, mas isso não os impede de entrar num duelo, em que a sedução e o engano são as principais armas. Assinado por John McTiernan – responsável por grandes êxitos como “Predador” (1987) e “Assalto ao Arranha Céus” (1988) – “O Caso Thomas Crown” é um “remake” de “O Grande Mestre do Crime”, protagonizado por Steve McQueen e Faye Dunaway.
A morte pode esperar
Com estreia marcada em Portugal para 10 de Janeiro, “Die Another Day” é mais uma película recheada de acção, com Pierce Brosnan a encarnar a figura de “James Bond” pela quarta vez. A seu lado, o actor terá, desta vez, Halle Berry, vencedora do Óscar de Melhor Actriz pelo seu desempenho em “Monster’s Ball — Depois do Ódio” (2001). A nova missão de “Bond” começa na zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, com uma perseguição de “hovercrafts” a alta velocidade. Depois, o agente secreto britânico percorre o mundo, de Hong Kong a Cuba, passando pela Suécia, em busca de um traidor, enquanto tenta evitar o início de uma guerra.
Pelo caminho cruza-se, como é habitual, com belas mulheres, como a vilã “Jinx” (Halle Berry) e a “bond girl”, “Miranda Frost” (Rosamund Pike). O vilão de serviço, “Gustav Graves” (Toby Stephens), cuja base de operações é um gigantesco palácio de gelo, conta-se entre os mais megalómanos rivais de “007”. A realização está a cargo de Lee Tamahori – responsável por filmes como “No Limite” (1998) e “Brigada de Elite” (1996) – e, ainda que a receita seja a mesma de sempre, é certo que irá atrair muitos espectadores às salas de cinema.
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