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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ponte vai ficar na RTP até fevereiro

Governo ainda não marcou assembleia geral para demitir o gestor.

10 de janeiro de 2015 às 15:22

Alberto da Ponte continua ao leme da RTP, apesar de ter sido demitido pelo Conselho Geral Independente (CGI) da empresa no dia 4 de dezembro. E o gestor deve ficar no cargo, pelo menos, mais um mês.

O presidente da empresa pública já entregou ao Governo a contestação à decisão do CGI, mas, até agora, o ministro da tutela não marcou a assembleia geral de acionistas, uma reunião obrigatória para efetivar a demissão da equipa que lidera a RTP.

"O Governo já está em condições de responder à contestação do conselho de administração [CA] e de marcar a assembleia geral de acionistas", esclarece ao CM António Feijó, presidente do CGI.

Contactado, o gabinete de Miguel Poiares Maduro disse desconhecer se o ministro tem já pensada uma data para a assembleia geral. Assim, o processo de substituição só deverá avançar em fevereiro.

Na proposta de destituição, o CGI alegou que o plano estratégico apresentado era "débil" e com "elementos sem coerência", sendo que a polémica compra dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões não foi o motivo central para o afastamento de Alberto da Ponte. No Parlamento, António Feijó afirmou mesmo que a "visão estratégica que o CA tem para a RTP não é partilhada pelo CGI". 

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