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Correio da Manhã

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Prisa estuda fusão da Cuatro com La Sexta

A Prisa está a estudar a fusão do seu canal de televisão privado Cuatro com o La Sexta, da Mediapro. A notícia, que levou a que as acções do grupo espanhol subissem, surgiu após a saída de Javier Díez Polanco.
9 de Maio de 2009 às 00:30
Juan Luis Cebrián, da Prisa, e Jaume Roures, da Mediapro, estão a negociar acordo entre empresas
Juan Luis Cebrián, da Prisa, e Jaume Roures, da Mediapro, estão a negociar acordo entre empresas FOTO: Manuel Moreira

Apenas quatro dias depois da saída do director para o audiovisual da Prisa, o conselheiro-delegado do grupo, Juan Luis Cebrián, apresentou um acordo a Jaume Roures, fundador da Mediapro, para desbloquear a antiga guerra pelos direitos do futebol. A imprensa espanhola tem aliás sugerido que a saída de Díez Polanco terá a ver com o facto de este nunca ter concordado com a aproximação ao grupo concorrente. Agora, a Prisa quis desbloquear a negociação liderada por Cebrián e Roures, pessoalmente.

A notícia da possível fusão da Cuatro com a La Sexta levou a Bolsa espanhola a reagir. Ontem, as acções da Prisa valorizaram 8,94%. E o grupo da família Polanco não tem tempo a perder: até 15 de Maio a Prisa terá de apresentar aos credores garantia da recente renegociação de dois mil milhões de euros, de um total de cinco mil milhões. Uma das mais-valias que a dona da Media Capital, que detém a TVI, poderá apresentar é precisamentea valorização da plataforma Digi-tal , activo sujeito a venda, com o futebol.

Entretanto, o grupo catalão Mediapro é apontado como um dos principais candidatos a comprar Digital . A Prisa, recorde-se, tem estado em negociações com a Vivendi e com a Telecinco.

PORMENORES

MANIFESTAÇÃO

Mais de cem trabalhadoresda Prisa manifestaram-se anteontem frente à sede do grupo, em Madrid. Durante uma hora foram ouvidos cânticosa responsabilizar Juan LuisCebrián pela "precarização das condições laborais", pedindo ainda a sua demissão.

DESPEDIMENTOS

O grupo anunciou que até ao final do ano irá demitir dois mil funcionários em todo o mundo. Além disso irá concentrar os meios espanhóis num mesmo edifício.

DÍVIDA

No início de Abril, a Prisa conseguiu negociar, mais uma vez, o adiamento de parte da dívida por um ano. Em contrapartida, a empresa terá de apresentar garantias e reestruturar o financiamento por três anos.

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