Não é difícil encontrar formatos em carteira nas estações generalistas, e a TVI e a RTP são os canais com maior número de programas em stock, nomeadamente de ficção.
Luís Cunha Velho, diretor da TVI, argumenta que isto é "estratégia de programação". E esclarece: "A TVI tem material que irá exibir na altura certa em função da sua grelha". Já Luís Marques, diretor-geral da SIC, é perentório e não quer material em carteira. Hugo Andrade, diretor da RTP, não respondeu à Correio TV.
‘O Bairro', série de crime e ação com Maria João Bastos, Paulo Pires e Afonso Pimentel, foi anunciada como uma das maiores apostas da TVI. Contudo, e apesar de ter sido rodada no verão de 2012, este é um dos vários produtos guardados na gaveta e sem data de estreia.
Ainda assim, a TVI mantém toda a confiança no formato. "Vai surpreender os portugueses porque apresenta uma linguagem e uma realização diferentes", sublinha Luís Cunha Velho, diretor da TVI. Esta produção, baseada num romance de Francisco Moita Flores, vai reproduzir, segundo o autor, "um universo de um bairro com problemas sociais e de uma quadrilha de bandidos e dos seus olhares perante o Mundo". A série, esperada para o último trimestre de 2012, deve estrear este ano.
‘Giras e Falidas', sitcom inspirada no núcleo cómico da novela ‘Doce Tentação', aguarda também data de estreia. Carla Andrino, Sofia Nicholson, Jessica Athayde e Laura Galvão formam o elenco desta série de mulheres que gere a ‘Pensão das Falidas', onde convidados ilustres como Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira e Alexandra Lencastre serão recebidos. "Completamo-nos muito, e o público vai aperceber-se dessa energia", diz à Correio TV Sofia Nicholson, confiante no sucesso da sitcom.
Outra série cómica pronta desde 2011 que aguarda estreia na TVI é ‘A Casa é Minha', com Maria João Abreu, José Raposo, Rita Salema, Nicolau Breyner, Tiago Delfino e António Machado. O quarto formato que aguarda para sair da gaveta da estação de Queluz é ‘Portal do Tempo', uma série juvenil com Sofia Grillo, Marcantonio Del Carlo, Filipa Louceiro, João Arrais e Tiago Delfino. A história relata as aventuras de três crianças que viajam pelo tempo através de um relógio que Jaime, um dos jovens, recebeu de herança por parte do seu avô. As viagens vão permitir às personagens alterar o presente, condicionando o futuro.
À ‘Correio TV', Luís Cunha Velho rejeita haver stock na estação. "Todos os formatos citados vão ser exibidos ao longo de 2013." O diretor da TVI sublinha que, em ano do 20º aniversário da estação, estes programas irão ajudar a "abrilhantar" a grelha e "surpreender o público". Dos 26 telefilmes em carteira, o canal emitiu oito. "Os outros serão exibidos à medida que a estação necessitar", esclarece o diretor da TVI.
Na RTP 1, há pelo menos sete formatos que aguardam data de exibição. Um deles, a minissérie ‘Vermelho Brasil', que começou a ser filmada em 2011, vai estrear já este domingo, às 22h00. Joaquim de Almeida é o protagonista da coprodução internacional, cujo orçamento rondou os oito milhões de euros. ‘Vermelho Brasil' conta a história de João da Silva, o português que combateu os franceses no Brasil no século XVI. "Sou um português que vive há 15 anos no Brasil, ‘entre pessoas sem razão nem religião'. Um comerciante casado com uma índia, mas com ‘mulheres por todo o litoral', que teve de fugir de Portugal com a mudança do regime", explica Joaquim de Almeida à Correio TV. A série, de quatro episódios e uma encomenda francesa, foi realizada por um canadiano e filmada em inglês. "É a maior coprodução sobre a História de Portugal em que o País esteve envolvido", conta Leonel Vieira, o produtor português da Stopline. Outro dos protagonistas é o sueco Stellan Skarsgard, dos filmes ‘Mamma Mia' e ‘Ondas de Paixão'.
Na carteira da RTP, mas sem estreia agendada, está ‘As Linhas de Torres', outra minissérie. Saída do filme ‘As Linhas de Wellington', conta com Victoria Guerra, Nuno Lopes, Joana de Verona, Carloto Cotta, Marisa Paredes e Catherine Deneuve. As Linhas de Torres foram um objetivo estratégico do general Wellington, que em 1810 comandou o exército anglo-português contra as tropas de Napoleão. A minissérie é um olhar dramático sobre a forma como o País e as populações se adaptaram à guerra.
Uma terceira minissérie está pronta para exibição na estação pública. Trata-se de ‘Operação Outono', um thriller político sobre a operação que conduziu ao assassinato de Humberto Delgado pela PIDE, em fevereiro de 1965. Também desdobrado a partir do filme de Bruno de Almeida, produzido por Paulo Branco, ‘Operação Outono' conta com o americano John Ventimiglia, no papel de Humberto Delgado, e com os portugueses Nuno Lopes, Carla Chambel, João d'Ávila, Pedro Efe, Carlos Santos e Camané.
‘A Família Açoriana', baseada na obra ‘Os Cantos', de Maria Filomena Mónica, é outra série que a RTP 1 tem por estrear. A história retrata a saga de uma família açoriana cujos dramas pessoais se cruzam com os acontecimentos que marcaram a vida da ilha de São Miguel, nomeadamente a construção do porto de Ponta Delgada. "O projeto surgiu na sequência de uma conversa com a escritora Filomena Mónica e António Barreto. Achei a história tão interessante que lhes disse logo que íamos avançar", conta Nicolau Breyner à Correio TV. E o projeto, que o ator considerava "muito arriscado" e "complexo", deu origem a oito episódios cujos exteriores "foram todos gravados nos Açores". "Tivemos muitos atores, figurantes, maquinaria, cavalos e carruagens... Reinventámos ruas do começo do século XIX em pleno coração de Ponta Delgada", conta, entusiasmado, Nicolau Breyner.
Por exibir, a RTP 1 tem ainda ‘Agora a Sério', sitcom com 13 episódios que conta com os atores Carla Salgueiro, Luís Aleluia, Samuel Alves, Ricardo Castro, Ana Brito e Cunha e Carlos Areia. A ação centra-se na redação do jornal diário ‘Matutino'. Samuel Alves interpreta o estagiário Gonçalo, que será protegido pelo jornalista mais experiente, representado por Luís Aleluia. "Estou certo de que este formato vai resultar num grande produto televisivo", disse o ator à Correio TV.
‘Terras de Acolá', coprodução com a TV Galiza, é uma série documental de 13 capítulos que já está pronta e que aguarda data para entrar em grelha. Além deste stock, a estação pública está a ultimar outra sitcom, ‘A Mãe do Sr. Ministro', que começará muito em breve a ser gravada. Ana Bola, Manuel Marques, Vítor de Sousa, Carlos M. Cunha e Matilde Melo Breyner integram o elenco. Depois de ‘A Mulher do Senhor Ministro', inspirada na série britânica ‘Sim, Senhor Ministro', e de ‘A Senhora Ministra', Ana Bola regressa agora com o papel de mãe do ministro - interpertado por Manuel Marques.
Na SIC, além da segunda temporada de ‘Cenas do Casamento', não há formatos arquivados. Segundo Luís Marques, diretor-geral, desde 2008 que a política da estação tem sido "gastar o que havia em stock, que envolvia valores na ordem de largos milhares de euros". "Outra medida implementada foi a do consumo a 100% de todos os conteúdos produzidos, incluindo os de ficção. Neste sentido, estamos a consumir a novela ‘Vingança', que ainda tinha valor de stock. A seguir estrearemos ‘Cenas do Casamento', esclarece Luís Marques à Correio TV.
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