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Renascença estipula prazos

Ribeiro Cristóvão, assessor da Rádio Renascença (RR), afiança que, na ‘sua’ rádio, não se esticam directos. “Temos uma regra que cumprimos à risca: prevemos o nosso tempo e, salvo raríssimas excepções e em circunstâncias muito especiais, nunca o excedemos. Infelizmente, essa regra não está instituída em Portugal”, considera.

20 de julho de 2005 às 00:00

No panorama futebolístico, o responsável reforça que seria preferível que, “após terminado um jogo, os jornalistas pudessem falar com os intervenientes” e não esperar pela habitual conferência de Imprensa. “Para os ouvintes, não faz sentido, até porque se perde o efeito-surpresa”, diz, adiantando que, dessa forma, os intervenientes do jogo “já tiveram tempo para arrefecer e amadurecer as ideias”.

Ribeiro Cristóvão frisa ainda que existe uma viciação nas conferências de Imprensa. “Limitam o teor das perguntas, quando dizem aos jornalistas que determinado treinador ou jogador só fala deste assunto. É uma autêntica censura”, sublinha.

Apesar de vincar que há bons profissionais a fazer directos, o assessor da rádio da Igreja sublinha que os jovens formados saem dos seus cursos “bastante verdes. Têm de partir muita ‘pedra’. Depois precisam de ser acompanhados e aconselhados por pessoas com experiência”, conclui.

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