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RTP gasta mais 4,9 milhões de euros com pessoal

Atualização salarial, integração de 'falsos recibos verdes' e plano de rescisões contribuíram para um aumento de 4,8% nas despesas.

16 de maio de 2026 às 01:30

Os gastos da RTP com pessoal aumentaram 4,9 milhões de euros no ano passado, em comparação com 2024, para 106,6 milhões (mais 4,8%), revela o relatório e contas da empresa pública, a que o Correio da Manhã teve acesso. A estação liderada por Nicolau Santos justifica este aumento com a atualização salarial, acordada com base nos valores de referência aplicados à função pública, conjugada com "o efeito da integração de 63 trabalhadores ao longo do exercício", decorrente de ações de reconhecimento da existência de contrato de trabalho (ARECT), um conjunto de processos judiciais, iniciados pelo Ministério Público após inspeções da ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), com o objetivo de regularizar a situação laboral de trabalhadores com contratos de prestação de serviços (falsos recibos verdes), e que teve um impacto de 2,6 milhões de euros nas contas anuais da empresa.

Já o Plano de Saídas Voluntárias e os respetivos encargos extraordinários afetos a processos de rescisão por mútuo acordo custou 2,3 milhões à estação pública em 2025.

A RTP chegou ao fim do ano passado com um total de 1 764 trabalhadores, menos 71 do que em dezembro de 2024. Desses, 12 integram os órgãos sociais e 23 ocupam cargos de direção. Ao longo do ano saíram da empresa 166 pessoas - das quais 26 eram jornalistas -, houve 36 contratações para compensar essas saídas, com um impacto de 735 688 euros nos gastos com pessoal. Outros 63 foram integradas ao abrigo do ARECT, entre as quais 17 jornalistas, quatro produtores e três apresentadores/locutores, numa operação que teve um custo de 1,4 milhões de euros.

De recordar ainda que os salários do conselho de administração (CA) da RTP registaram um aumento de mais de 18% em 2025, face ao ano anterior. As contas da empresa pública revelam que, apesar dos resultados líquidos negativos de 3,97 milhões de euros (após 15 anos de lucros), os encargos com os órgãos sociais atingiram o valor mais elevado dos últimos seis anos, ascendendo a 422 mil euros.

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