Em causa está o impacto da pandemia do novo coronavírus no setor.
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) pediu esta sexta-feira ao Governo que aprove, "o quanto antes, um pacote de apoios aos media, "sob pena de o setor colapsar", na sequência do impacto da pandemia do novo coronavírus na economia.
"Confrontados com uma pandemia que terá um brutal impacto económico, importa assegurar, mais do que nunca, a preservação do jornalismo, um dos pilares da democracia", defende o SJ, no mesmo dia em que a Plataforma de Media Privados (PMP) manifestou a sua "surpresa e preocupação" perante a ausência de um programa de ação dirigido aos media e defendeu "medidas urgentes" para o setor.
"O SJ saúda a decisão do Governo de autorizar que os quiosques de venda se mantenham abertos. O jornalismo, e o que ele produz, são um bem de interesse público, cuja circulação não deve, em caso algum, ser interrompida", prossegue a estrutura sindical.
"Manter redações com um número de profissionais razoável e dotadas de meios técnicos é fundamental para que os jornalistas possam continuar a desempenhar o seu papel, contribuindo para o esclarecimento da população com uma informação credível e responsável", defendeu, apontando que, "sem o trabalho dos órgãos de comunicação social e sem o esforço de muitos jornalistas, que aceitaram correr riscos para continuar a informar a população portuguesa, dificilmente as medidas de isolamento social teriam o impacto pretendido".
O SJ refere que, "quando este momento excecional passar, a retoma da economia será um processo lento, assim como morosa será a recuperação das empresas de comunicação social, que, antes da crise sanitária, já enfrentavam graves dificuldades".
"A quebra de receitas publicitárias, o adiamento de investimentos e projetos editoriais e o decréscimo nas vendas de publicações periódicas vão acentuar-se" com a situação de emergência do país, pelo que o "SJ apela ao Governo que aprove um conjunto de medidas de apoio à comunicação social, que passem por garantir os postos de trabalho e salários dos jornalistas e por apoiar igualmente os trabalhadores precários, assegurando-lhes um rendimento mínimo".
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira. O número de mortos no país subiu para seis.
Dos casos confirmados, 894 estão a recuperar em casa e 126 estão internados, 26 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).
Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, depois de a Assembleia da República ter aprovado na quarta-feira o decreto que lhe foi submetido pelo Presidente da República, com o objetivo de combater a pandemia de Covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.
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