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Tecnológicas vão ter de pagar por notícias nos EUA

Congresso norte-americano quer seguir exemplo da Austrália e obrigar gigantes da internet a compensar grupos de media.

28 de março de 2021 às 09:34

Desde que Donald Trump deixou a Casa Branca, os Estados Unidos não dão tréguas às gigantes da tecnologia, que continuam a faturar milhões em tempo de pandemia. Inspirado pelo exemplo da Austrália, o Congresso norte-americano apresentou uma proposta de lei que obrigará empresas como Facebook, Google ou Twitter a pagar pelas notícias que partilham.

Com o nome ‘The Journalism Competition and Preservation Act’, a proposta quer permitir aos grupos de comunicação o apoio que precisavam para enfrentar as ‘bigh tech’ e exigir-lhes uma remuneração pelos conteúdos noticiosos que diariamente difundem nas suas plataformas e que lhes rendem milhões em publicidade.

“Esta legislação dará aos ‘publishers’ uma vantagem para poderem negociar com estas multinacionais e alcançar receitas que lhes permitirão melhorar a qualidade e o rigor das suas notícias”, afirmou David Cicilline, congressista de Rhode Island, à ABC, acrescentando que essas receitas não só são importantes para mitigar a crise nos media como também são imperativas no combate às notícias falsas (‘fake news’).

De acordo com um estudo da agência Pew Research, 86% dos norte-americanos têm acesso à informação através dos telemóveis, tablets ou computadores. “As gigantes tecnológicas não só controlam o mercado das notícias e da publicidade digital, como também controlam a liberdade de expressão”, alertou Ken Buck, congressista do Colorado, acrescentando que “todos os americanos devem ficar preocupados”.

Em 2020, o Facebook faturou mais de 26 mil milhões de euros em publicidade só nos Estados Unidos, enquanto a Google ganhou 32,7 mil milhões. A imprensa norte-americana fez cerca de um terço disso e, à semelhança do que acontece por todo o Mundo, está a viver a pior crise de sempre.

Lei obriga plataformas digitais a remunerar os media pelo uso de notícias nas redes sociais e resultados de pesquisa.

Google estabeleceu acordo histórico com a Alliance de la Presse d’Information Générale, no âmbito dos direitos de autor e direitos conexos. Também foi atingido um acordo em Itália.

Plataforma de Meios Privados está atenta à lei australiana, mas alerta para o facto de os acordos já firmados ficarem “muito aquém do justo”.

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