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Wikileaks ameaça denunciar fontes

A Wikileaks anunciou que vai publicar todo o seu arquivo de documentos do Departamento de Estado dos EUA sem proteger a identidade das suas fontes. A decisão é polémica e levou a Repórteres sem Fronteiras a retirar o apoio à Wikileaks, assim como o link do site da sua página web.

03 de setembro de 2011 às 00:30

A organização escreve, em comunicado, que sempre "defendeu a Wikileaks com a finalidade da liberdade de imprensa e a difusão livre, mas sustentada no princípio de que sem a protecção das fontes o jornalismo de investigação não pode existir".

Cinco dos maiores jornais do Mundo – ‘El País’, ‘The New York Times’, ‘The Guardian’, ‘Le Monde’ e ‘Der Speigel’ – também já fizeram saber que repudiam a decisão da Wikileaks.

Sabe-se ainda que muitas empresas de comunicação, entre as quais a Associated Press, tiveram acesso prévio a parte dos cerca de 250 mil documentos. As autoridades norte-americanas já avisaram que a referida divulgação pode ameaçar pessoas vulneráveis, como activistas de direitos humanos de vários países.

Mas a Wikileaks responsabiliza o jornal britânico ‘The Guardian’ pelo problema, afirmando que uma senha que permitia aceder aos documentos encriptados foi publicada num livro lançado por David Leigh, um dos repórteres de investigação do jornal e ex-colaborador da Wikileaks.

A Wikileaks, fundada em 2006, tinha por objectivo revelar dados confidenciais de governos e empresas.

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