A paixão (pouco) secreta de Luís Represas
O cantor, que morreu esta quarta-feira, foi obrigado a abandonar este amor antigo.
Luís Represas tinha uma paixão antiga, que começou ainda antes de comprar a primeira guitarra para se dedicar à música. O cantor, que morreu esta quarta-feira, 22 de julho, aos 69 anos, era apaixonado por equitação.
Em 2024, no 'Cá Por Casa', de Herman José, o músico falou sobre os motivos por ter abandonado o desporto por volta de 2014, apesar de ter aprendido a montar aos 10 anos.
"Continuas a ter paixão por cavalos?", questionou Herman José. "Continuo, mas agora não tenho nenhum [...] Comecei a montar com 10 anos e foi sempre o meu desporto de eleição", explicou Luís Represas.
"Não é que não me apeteça. Há 10 anos parti uma perna, depois tinha quatro filhos na escola... é um desporto caro", sublinhou. "Adoro cavalos. Cheguei a ter uma égua, entrei em competições com essa égua. Quando comecei a montar na Sociedade Portuguesa, tive dois grandes instrutores, dois grandes cavaleiros", revelou.
Apesar de ter abandonado as competições, Luís Represas continuava ligado à modalidade como padrinho da atleta Rita Lagartinho e do seu cavalo, que estavam ligados à Equitação Para Todos, uma causa que promove a inclusão pelo desporto equestre.
José Cid comentou esta quarta-feira, 22, na RTP Notícias que partilhou alguns momentos de competição com o amigo Luís Represas. O cantor, de 84 anos, também é apaixonado por cavalos, competiu durante anos, cria e treina os animais. "Emprestei-lhe o meu cavalo para ele passar tempo comigo num concurso internacional no Vimeiro, porque ele montava muito bem a cavalo. Ele participou comigo numa prova de equipa com estrangeiros. O que nós nos divertimos...", lembrou, emocionado.
Os cavalos também inspiraram Luís Represas a escrever o livro infantil 'A Coragem de Tição', lançado em 2010. "Quando comecei a escrever este livro não era especificamente para crianças e nem houve um motivo concreto, foi algo que foi fluindo. São 35 anos a escrever contos em formato reduzido e condensado, enquanto músico, e desenvolver uma história obriga a outra maneira de estar. Foi uma experiência muito boa. Este livro tem que ver com duas paixões grandes que tenho, o mar e os cavalos, e, se tem alguma mensagem, é a dos valores que incuto aos meus filhos", afirmou o músico na altura, citado pela 'Caras'.
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