Advogado que não evitou condenação de suspeito pela morte de Tupac Shakur aparece morto

No dia 13 de outubro, Michael Sanft tinha visto o seu cliente ser condenado a 40 anos de prisão.

07 de novembro de 2026 às 15:30
Advogado de Michael Sanft, alegado envolvido na morte de Tupac Shakur, encontrado morto Foto: Direitos Reservados
Duane "Keffe D" Davis, o ex-líder do gangue South Side Compton Crips Foto: Steve Marcus/AP
Duane 'Keffe D' Davis Foto: AP

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Michael Sanft, o advogado que defendeu Duane 'Keffe D' Davis (ex-líder do gangue South Side Compton Crips) no julgamento do assassinato de Tupac Shakur e que não conseguiu evitar a condenação daquele que era o principal suspeito pelo crime, foi encontrado morto em Las Vegas. Isto acontece uma semana depois do causídico ter apresentado um recurso pela condenação do seu cliente. O corpo de Sanft, de 55 anos, foi descoberto em casa, em Las Vegas, na manhã de sexta-feira, mas as circunstâncias da morte ainda não foram determinadas. Ainda assim, de acordo com fontes policiais, a morte de Sanft não levanta para já suspeitas. 

Sanft não conseguiu evitar que Davis, de 63 anos, fosse condenado a uma pena que vai de 40 anos de prisão a prisão perpétua no dia 13 de outubro (Davis foi a primeira pessoa a ser condenada pelo homicídio).

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Michael Sanft, um conhecido advogado de defesa de Nevada representou Davis gratuitamente e afirmou que fez tudo o que foi possível durante o julgamento. “Tivemos a melhor equipe possível neste caso, desde o trabalho com petições e recursos, passando pelo nosso investigador, até o nosso escritório, a SOS Injury. Todos nós fizemos a nossa parte. Não vejo o que eu poderia ter feito de diferente”, declarou à emissora FOX5 após o veredito.

De recordar que Tupac Shakur foi morto aos 25 anos, baleado quatro vezes durante um ataque realizado a partir de um veículo em movimento, em Las Vegas, em setembro de 1996. Morreu no hospital seis dias depois. Davis foi condenado por ser autor do assassinato de Shakur, após ter admitido o crime. Chegou a vangloriar-se repetidamente pelo seu envolvimento na morte do rapper, tendo mesmo assumido a autoria dos disparos num livro de memórias que publicou em 2019. 

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