Eduardo Ferreira diz que herança de Marco Paulo foi "presente envenenado" para Toni e Marquinho
Dois anos depois da morte do cantor, o bombeiro de Braga continua à espera de receber o que considera ser seu por direito.
A herança de Marco Paulo continua a ser motivo de discórdia e Eduardo Ferreira, conhecido como Dudu, não esconde a sua revolta com a demora no processo. Dois anos depois da morte do cantor, o bombeiro de Braga continua à espera de uma resolução e admite que a batalha com António Coelho, mais conhecido como Toni, e o afilhado Marquinho está longe de chegar ao fim.
Em declarações à revista 'TV 7 Dias', Dudu mostra-se, contudo, confiante de que acabará por receber aquilo a que tem direito. "Eu estou-me a deixar ir, o início foi muito duro, a espera, não responderem... Mas o advogado diz-me que o que é meu por direito será meu", afirma.
O processo arrasta-se há cerca de um ano e meio, desde que foi conhecido o estatuto de herdeiro de Eduardo Ferreira. Apesar da demora, o bombeiro acredita que o tempo poderá jogar a seu favor. "Não é preciso ter pressa, o tempo é o nosso melhor amigo. As coisas valorizam, já saíram leis a meu favor", explica, referindo-se às alterações legislativas relativas às heranças indivisas.
Em causa estão vários bens associados ao artista, nomeadamente a quinta em que vivia, em Sintra, uma moradia em Quarteira, no Algarve, um apartamento em Sesimbra e as contas bancárias. O bombeiro revela que o processo continua dependente de documentação bancária do estrangeiro, onde Marco Paulo também teria contas. Perante a falta de respostas e o desentendimento entre os herdeiros, o caso deverá seguir para tribunal, de forma a encontrar uma solução para a divisão dos bens.
"As pessoas que mais deviam falar no Marco Paulo são as que mais querem que o nome dele caia no esquecimento", opinou à revista 'Maria'. Dudu acredita que os 10% que lhe foram deixados terão sido uma forma de Marco Paulo se vingar de Toni e do afilhado: "Não posso dizer nada até o processo entrar no tribunal. Os dez por cento que ele me deixou foi uma forma de vingança contra o Toni e o afilhado", argumenta, acrescentando: "Como quem diz: 'brincaram comigo estes anos todos, agora peguem lá neste presente envenenado.'"
Entretanto, Eduardo Ferreira já recebeu, pela segunda vez, valores relativos aos direitos de autor e conexos do cantor, aos quais afirma ter direito de forma vitalícia. "É um bom valor, mas não vou dizer quanto. Dá para umas boas férias, à grande e à francesa. Mas não vou usar, entrou na minha conta e está lá. Fica guardado para quando um dia precisar. Está como pé-de-meia", conta.
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