Eu conto como foi: Paulo Renato (com fotogaleria)
O galã dos anos dourados
Nasceu em Lisboa e cedo começa no meio artístico. Estudante aplicado, foi ganhando os seus projectos de vida e no interesse que sempre demonstrou pelas artes. O teatro estava-lhe no sangue. E todo ele respirava a arte de representar como poucos da sua época. Sobretudo nos anos 50 e 60. A sua popularidade era enorme, sendo recebido com aplausos por todo o lado.
Da sua biografia, consta o início teatral no grupo Pedro Bom e no antigo Café Lisbonense, lado a lado com a grande actriz Glicínia Quartin. Depois, nunca mais parou, com peças de teatro de autores nacionais e internacionais. A sua figura muito bonita fazia dele o galã do momento. Tanto assim, que contracenou ao lado de Amália e no Teatro Monumental em ‘A Severa'.
Encenador de grande prestígio, dirigiu muitos actores de nomeada. Maria Barroso interpretou com mestria ‘O Segredo', de Michael Redgrave, e que foi aplaudido pela crítica e público.
Foi ele quem dirigiu Raul Solnado, de quem era grande amigo, nas peças ‘Amor às riscas' ou ‘O Vison Voador' e ‘O Ovo', até ‘A Tocar é que a Gente se Entende'. Esteve uma temporada em Luanda/Angola e o seu trabalho é muito meritório enquanto actor e encenador. No cinema, Paulo Renato criou alguns personagens muito interessantes. Nos filmes ‘Sol e Toiros', ‘Quando o Mar Galgou a Terra', ‘Sangue Toureiro' e, ainda, em ‘Estrada da Vida'.
Foi uma das figuras marcantes da RTP e sobressaiu sempre no formato ‘Zip Zip', ao lado de Solnado. Mais tarde, em 1977, era ele um dos jurados de ‘A Visita da Cornélia'. Um homem que amava a vida como ninguém, apaixonado pela boémia lisboeta, extremamente vaidoso da sua imagem, com um dom de palavra extraordinário. Morreu aos 57 anos de idade, em 1981.
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