Russel Brand é condenado por violação mas advogado defende: "Viver uma vida sexual promíscua é legal"
Humorista britânico conheceu o veredito esta quinta-feira e ficará a saber da pena aplica na segunda.
Russell Brand foi condenado por um crime de violação e deverá enfrentar agora uma longa pena de prisão. A polícia acredita, no entanto, que novas acusações irão surgir contra o comediante britânico. “Não ficaria surpreendido se muitas mais pessoas se manifestassem”, afirmou o comissário da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, à BBC. Acreditando que a condenação dá confiança às vítimas, aquele responsável acrescentou: “Isso faz diferença porque as pessoas veem que é possível e que vão acreditar nelas.” Para já, sabe-se que o humorista está a ser investigado por outros dois casos de violação, um dos quais terá envolvido uma rapariga que na altura tinha 16 anos.
Foi esta quinta-feira que Brand foi condenado a pena de prisão pelo Tribunal da Coroa de Southwark por violação de uma mulher e agressão sexual a outra três vítimas. Ao longo do julgamento, que começou dia 12 de outubro, Brand sempre negou todas as acusações. Esteve acompanhado, em todas as sessões, pela mulher, Laura Brand, com quem é casado desde 2017. O advogado de defesa defendeu a ideia que "viver uma vida sexual muito promíscua é perfeitamente legal, por mais moralmente reprovável que a possam considerar".
O ex-marido de Katy Perry, de 51 anos, aguarda agora em prisão preventiva a leitura da sentença que acontecerá na segunda-feira. O juiz que presidiu ao caso, no entanto, já confirmou que, na sequência dos crimes de que foi considerado culpado, "obviamente, será aplicada uma pena de prisão de alguma duração". O mesmo juiz negou, entretanto, o pedido de fiança.
Em causa estavam sete acusações de violação e agressão sexual apresentadas por seis mulheres, que terão ocorrido entre 1999 e 2009.
O caso está a merecer um mediatismo tal, que até levou já a uma reação por parte do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham. “Os crimes são horríveis. Ele foi, com toda a razão, chamado à responsabilidade”, reagiu.
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