Vítima de Epstein desaba a chorar ao recordar abusos sexuais
Roza foi uma das vozes ouvidas pelo Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Democratas do Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e membros do governo da Flórida estão a realizar uma série de audiências públicas no Condado de Palm Beach, como parte da investigação sobre os crimes de Jeffrey Epstein e a forma como o Departamento de Justiça divulgou os ficheiros.
O deputado californiano Robert Garcia preside as audiências, que incluem depoimentos de sobreviventes e testemunhas importantes para a investigação. No início deste mês, o presidente do Comité de Supervisão, o deputado republicano James Comer, do Kentucky, acusou os democratas de estarem a manipular essas audiências.
Esta terça-feira, surgiram imagens perturbadoras que mostram uma sobrevivente de Epstein, identificada apenas como Roza, a desabar em lágrimas durante o seu depoimento na comissão. A ex-modelo recordou os abusos sexuais e contou como o pedófilo se gabava de fazer sexo com meninas enquanto estava preso.
Roza contou como foi apresentada a Epstein pelo antigo associado deste, Jean-Luc Brunel. O agente de modelos francês fundou a MC2 Model Management com o apoio do criminoso, antes de ser encontrado enforcado numa prisão em Paris, onde aguardava julgamento por violação.
A ex-modelo contou que tinha 18 anos quando Brunel a trouxe do Uzbequistão para os EUA em 2008. Posteriormente foi levada à mansão de Epstein em Palm Beach, em 2009, quando ele estava em prisão domiciliária por aliciar uma menor para prostituição.
“Epstein usava os nomes de políticos poderosos para mostrar a sua influência. Ele disse-me que era investidor da mesma agência que me prometeu uma carreira e também falou da sua prisão como se fosse uma brincadeira, gabando-se de receber visitas de raparigas e das suas amizades com as autoridades”, revelou.
Mais tarde, Epstein ofereceu-lhe um emprego na sua fundação científica para ajudá-la a saldar uma dívida de 10 mil dólares (cerca de 8 500 euros) que ela tinha com a agência de modelos. “Um dia, a massagista dele chamou-me ao quarto, onde fui violada pela primeira vez por Jeffrey”, contou.
Roza disse que foi transferida pela agência de modelos para Miami durante o período em que Epstein estava em prisão domiciliária, para que ela pudesse ficar perto de Palm Beach. Só teve permissão para regressar a Nova Iorque após ele cumprir a sua pena.
Ela disse levou anos a denunciar o abuso horrível que sofreu, mas manteve a sua identidade em segredo. O seu nome só se tornou público com a divulgação desastrosa dos arquivos de Epstein, onde os nomes dos predadores foram cautelosamente omitidos mas os das vítimas ficaram expostos.
Siga aqui o Vidas no WhatsApp para ficar a par das notícias dos famosos
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt