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Herói dentro e fora de campo! Fernan Torres trava luta para resgatar cães abandonados

Avançado do Barcelona marcou o golo que garantiu a vitória de Espanha no Mundial 2026.

22 de julho de 2026 às 20:00

Fernan Torres, de 26 anos, é visto como um herói em Espanha, depois de ter marcado o golo que deu a vitória à seleção no Mundial 2026. Contudo, é fora das quatro linhas que o avançado do Barcelona se mostra um verdadeiro herói. Quem o conhece sabe que o jogador tem outra missão tão ou mais importante que o futebol: o seu compromisso com os animais abandonados.

Longe de fazer parte de uma campanha específica ou de uma colaboração com uma ONG, Torres está envolvido há anos no resgate de cães abandonados, promovendo a adoção e usando a sua influência nas redes sociais para dar visibilidade a um problema que afeta milhões de animais em todo o mundo.

A origem dessa paixão tem um nome: Rex. Foi o primeiro amigo de quatro patas do jogador e a sua morte, quando Torres ainda era criança, deixou uma marca tão profunda que, anos depois, ele decidiu tatuar o seu nome no corpo. A irmã, Arantxa, fez o mesmo e tatuou Rex nas costas. "Eu queria que aquele cão, que significava tanto para nós, continuasse a unir-nos", explicou o craque em entrevista à NBC Sports Boston.

Desde então, as férias dos irmãos Torres seguem uma rotina incomum: resgatar cães abandonados, levá-los ao veterinário, pagar os tratamentos necessários e procurar famílias de acolhimento ou adoção.

“Acho que se dependesse de mim e da minha irmã levaríamos para casa todos os cães que encontramos na rua”, diz ele.

Em 2021, Torres tornou-se embaixador da Wild at Heart Foundation, organização que visa reduzir a população mundial de cães abandonados através de programas de esterilização, resgate e adoção.

Foi Nikki Tibbles, a fundadora da organização, quem apresentou ao jogador um cachorrinho resgatado na Bulgária, chamado Milo. Pouco tempo depois, já estava a morar com ele.

Tibbles enfatiza que o envolvimento de Torres vai muito além da imagem. "Ele não é apenas uma estrela internacional. Ele é gentil, compassivo e preocupa-se genuinamente com o bem-estar animal", diz sobre o jogador que vive ainda com Minnie, uma podenco andaluz, e Lluna, uma cadela-lobo checoslovaca, ambas resgatadas.

O avançado já explicou que não imagina uma vida sem cães: "Desde que nasci, estou rodeado por eles. Não me lembro da minha vida sem a companhia deles." Além de fazerem parte da sua família, ele reconhece que os animais também desempenham um papel fundamental no seu bem-estar emocional, além de o ajudarem relaxar e até a treinar.

“Eu não saía muito de casa porque vivia numa moradia térrea e tinha lá a minha baliza. Os meus cães eram os meus defesas e eu podia brincar e divertir-me bastante. Tinha um cão que tentava tirar-me a bola o tempo todo e isso acabou por me ajudar”, recorda o jogador, de acordo com o site da Globo. 

Torres mostra que pode ter uma fortuna e muitos troféus, mas a verdadeira vitória está em não esquecer aqueles que não têm voz.

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