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Hugh Hefner denunciou Jeffrey Epstein ao FBI por abuso de modelo

Fundador da 'Playboy' terá contactado várias vezes as autoridades federais em nome de Audra Lynn Christiansen, que disse também ter sido traficada a Stanley Ho.

06 de setembro de 2026 às 17:57

Novos documentos judiciais estão a revelar detalhes inéditos sobre as denúncias feitas contra Jeffrey Epstein ao longo de vários anos. Entre elas estará uma apresentada por Hugh Hefner, fundador da 'Playboy', que terá contactado várias vezes o FBI, em 2005, depois de uma das antigas coelhinhas da revista lhe ter contado que tinha sido vítima de abuso sexual por parte do milionário.

De acordo com documentos judiciais obtidos pelo 'New York Post', a mulher em causa é Audra Lynn Christiansen, que foi escolhida para ser Miss Outubro de 2003 da 'Playboy'. Na altura da alegada violação tinha 23 anos e vivia na mansão de Hefner, em Beverly Hills.

Segundo um processo apresentado por 32 vítimas de Jeffrey Epstein, Audra Christiansen terá contado a Hugh Hefner que tinha sido violada e traficada pelo milionário. A antiga coelhinha terá pedido ao fundador da 'Playboy' que apresentasse a denúncia em seu nome, por acreditar que este teria os contactos e a influência necessários para que as autoridades levassem as acusações a sério.

Os documentos judiciais referem que "o Sr. Hefner ligou para o FBI diversas vezes em nome da Sra. Christiansen para denunciar Jeffrey Epstein".

As alegações feitas por Audra não se ficariam pelo abuso sexual. Segundo o processo, a antiga coelhinha terá contado também a Hugh Hefner que tinha sido traficada para um dos homens ricos que fazia parte do círculo de Epstein: Stanley Ho, bilionário ligado ao negócio dos casinos em Macau, que morreu em 2020.

As novas revelações surgem no âmbito de uma ação judicial movida por 32 vítimas de Jeffrey Epstein, que acusam o FBI de ter falhado na investigação de várias denúncias relacionadas com o criminoso sexual ao longo de mais de duas décadas.

Uma das questões levantadas no processo é precisamente o tempo que as autoridades demoraram a dar seguimento às denúncias. Segundo os documentos, Audra Christiansen, atualmente com 46 anos, só terá sido contactada pelo FBI em outubro de 2020, cerca de 15 anos depois das alegadas chamadas feitas por Hugh Hefner.

Jordan Merson, advogado das vítimas, criticou a atuação das autoridades norte-americanas e considerou preocupante a tentativa do FBI de evitar responsabilidades através de questões relacionadas com procedimentos.

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