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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Noivos de Santo António cuidam do cabelo antes do casamento

Celebração Civil é nos Paços do Concelho e a religiosa é na Sé.

11 de junho de 2026 às 01:30

É sexta-feira o tão aguardado momento dos Casamentos de Santo António, em Lisboa. São 16 casais que irão trocar juras de amor eterno. Cinco celebram a boda pelo civil, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e onze trocam alianças na cerimónia religiosa, na Sé. Os casais têm vivido os últimos dias a cuidarem da imagem, como o corte de cabelo dos noivos. Também as noivas escolhem o penteado ideal para a celebração.

O tempo médio de preparação de cada uma das noivas é entre duas e três horas.

Os Casamentos de Santo António nasceram em 1958, por iniciativa do extinto jornal ‘Diário Popular’ – então sob a designação Noivas de Santo António. Tiveram, desde o início, um propósito marcadamente social. O objetivo era possibilitar o matrimónio a casais com menos recursos financeiros, cobrindo todas as despesas (do vestido de noiva ao copo-d’água) através de patrocínios. Em 1974, ano da Revolução, a tradição foi interrompida, só regressando em 1997, por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa.

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