Carlos Areia: "O humor e o esqueleto estão óptimos”
Dois dias depois de ter sido operado a uma hérnia, o actor teve alta e falou com a Vidas sobre o susto de um pré-diagnóstico alarmante e na forma como
Carlos Areia teve ontem alta, dois dias após ter sido operado a uma hérnia, antes diagnosticada como doença muscular degenerativa. O actor diz estar bem. E as tréguas entre as filhas e a namorada, com quem vive, ajudam.
– A boa disposição está intacta. E a forma física?
– O humor e o esqueleto estão óptimos. A verdade é que me entreguei com toda a confiança ao dr. Vara Luís e a toda a sua equipa, excepcional a todos os níveis, quer técnicos, quer humanos. E se eu tenho razões de queixa... Nem parece que fui operado há dois dias, já aqui estou a falar consigo e pronto para ir para casa.
– Excluído um pré-diagnóstico alarmante (paralisia do neurónio motor), já recuperou do susto?
– Ainda estou a recuperar, sobretudo pelos amigos, porque eu andava atordoado. Só na posse da ressonância magnética e na presença da radiologista é que soube que tinha uma hérnia ‘todo o tamanho’, mas que não tinha nada a ver com a doença que vitimou o Zeca Afonso, como para aí se escreveu... Só lhe digo que me saiu a sorte grande, o mesmo disse-me o médico quando me trouxe o diagnóstico definitivo.
– A extensão da lesão na medula condiciona-lhe os movimentos?
– Condiciona-me a segurança dos movimentos mas, com fisioterapia, a previsão é de oitenta por cento de recuperação. Os 20 por cento contra ficam por conta de uma dormência permanente. Mas estou autónomo e a única coisa que não faço é meter um botão numa casa.
– A relação das suas filhas com a sua namorada saiu fortalecida?
– Espero que sim, mas é preciso dar algum tempo. Tentámos evitar todo o tipo de constrangimento. Cruzaram-se algumas vezes mas, acima de tudo, estava sempre e só o meu problema de saúde. Elas fizeram de conta que estava tudo bem e só espero que, no futuro, fique mesmo tudo bem.
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