Comissão Nacional de Eleições envia caso de Catarina Furtado para o Ministério Público

Em causa está um vídeo partilhado pela apresentadora da RTP no dia da segunda volta das eleições presidenciais onde apelava ao voto num dos candidatos.

20 de fevereiro de 2026 às 14:08
Catarina Furtado Foto: Duarte Roriz/TV Guia
Catarina Furtado Foto: RICARDO SANTOS / MÁXIMA

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O caso do vídeo partilhado por Catarina Furtado no dia da segunda volta das eleições presidenciais ganhou novos desenvolvimentos. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu 75 queixas relacionadas com a publicação e decidiu agora remeter o caso para o Ministério Público (MP).

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Em causa está um vídeo divulgado a 8 de fevereiro, dia da votação, no qual a apresentadora da RTP apelava à participação eleitoral. Apesar de não mencionar diretamente qualquer nome, Catarina Furtado sublinhou que "de um lado temos a possibilidade de votar na democracia (…) do outro lado a ameaça a essa democracia", declarações que motivaram críticas e acusações de alegada propaganda eleitoral.

Depois de analisar a situação e por considerar que poderá "configurar propaganda" eleitoral, a CNE vai remeter o caso para o Ministério Público (MP), segundo avançou a SIC Notícias. De acordo com o mesmo canal, entre as 75 queixas apresentadas, está uma da própria candidatura de André Ventura.

De acordo com o artigo 129.º da Lei Eleitoral do Presidente da República, na véspera e no dia da eleição é proibida qualquer ação de propaganda eleitoral por qualquer meio. A CNE entendeu que o discurso poderá configurar propaganda, uma vez que "atribuiu uma conotação valorativa, positiva e negativa aos candidatos", sendo também "do conhecimento público" o apoio da apresentadora a António José Seguro, entretanto eleito Presidente da República.

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Perante o volume de queixas e o alcance da publicação, a CNE solicitou à apresentadora que removesse o vídeo, pedido que foi prontamente acatado. Na altura, Catarina Furtado garantiu que a sua "única intenção foi incentivar o exercício do direito de voto, num apelo contra a abstenção, pretendendo apenas promover a participação cívica".

Recorde-se que, quando o caso veio a público, o CM falou com o porta-voz da CNE que afirmou que "em caso de a comissão considerar que é propaganda no dia eleitoral, se considerar que há fortes indícios disso, remete-se para o Ministério Público competente, que a partir daí tratará do processo. Podendo ele, também, prosseguir com o processo ou arquivar consoante os factos que lhe foram comunicados."

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