Empregadas de Julio Iglesias suportavam insultos, exames íntimos e toques inapropriados... por 340 euros por mês
Candidatas tinham de ter entre 25 e 35 anos e mandar fotografias a atestar a sua boa aparência.
As candidatas a funcionárias tinham de ter entre 25 e 35 anos, estar em boa forma, não ter doenças sexuais nem estar grávidas, para poder trabalhar para o cantor espanhol Julio Iglesias, de 82 anos, que está a ser acusado por duas ex-empregadas de abuso sexual, assédio e práticas laborais ilegais. Em troca, recebiam um ordenado de 340 euros por mês e tinham de lidar com vários tipos de comportamentos inadequados. Os crimes foram, alegadamente, perpetrados durante o tempo em que trabalharam na sua mansão de Punta Cana, na República Dominicana, e nas Bahamas, em 2021.
Segundo uma investigação conjunta dos meios elDiario.es e Univision, as mulheres - que usaram pseudónimos - afirmam que foram obrigadas a fazer exames médicos invasivos, como testes de HIV, clamídia, hepatite, ecografias e testes de gravidez, para poderem trabalhar na mansão do pai de Enrique Iglesias. Relatam que as provas eram feitas apenas às mulheres, sem relação clara com as funções domésticas, e que os seus resultados eram depois partilhados com a equipa da casa, algo que consideraram invasivo e discriminatório.
Uma das ex-funcionárias contou que, num grupo de cerca de “10 ou 12 raparigas”, todas foram levadas ao ginecologista para um check-up completo, algo que nunca tinha acontecido noutras casas em que trabalhou e que violaria leis laborais da República Dominicana, que proíbem este tipo de testes sem motivo profissional.
Além dos exames, o processo inicial de recrutamento pedia o envio de fotos de corpo inteiro. Algumas terão sido recusadas pela aparência. As mulheres disseram que enfrentaram toques inapropriados, insultos, humilhações, restrições às suas comunicações e longas jornadas de trabalho até 16 horas por dia, descrevendo um ambiente de pressão e falta de privacidade.
Julio Iglesias reagiu às acusações através das redes sociais, negando categoricamente qualquer abuso, coação ou desrespeito por parte de mulheres. Numa publicação no Instagram, afirmou que as alegações eram “absolutamente falsas”, que lhe causavam “grande tristeza” e agradeceu às pessoas que o apoiaram. O caso foi levado ao Ministério Público espanhol, que abriu uma investigação preliminar.
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