Filho da princesa da Noruega nega violações, mas declara-se culpado em algumas infrações
Marius Borg Høiby começou a ser julgado por 38 crimes.
Começou, esta terça-feira, 3 de fevereiro, o julgamento de Marius Borg Høiby, que deverá prolongar-se por seis semanas. O filho da princesa herdeira da Noruega enfrenta um total de 38 acusações criminais e arrisca até 16 anos de prisão.
O julgamento arrancou no Tribunal Distrital de Oslo, com Høiby a murmurar "inocente" quando confrontado com as quatro acusações de violação. Vestido de forma discreta, manteve-se inexpressivo durante o início da sessão, que começou por volta das 9h30, hora local. Apesar de negar os crimes mais graves, declarou-se culpado de algumas infrações menos graves.
Marius Borg Høiby é acusado de violar quatro mulheres entre 2018 e 2024, alegadamente enquanto estas dormiam ou se encontravam incapacitadas. Em pelo menos três dos casos, terá existido uma relação sexual consensual anterior, segundo a acusação. Além disso, responde por agressões sexuais, violência doméstica, abuso psicológico, ameaças, violação de uma ordem de restrição, posse de droga e outros crimes.
O arguido iniciou o julgamento em prisão preventiva, depois de ter sido novamente detido este sábado (dias antes do arranque do processo), por novas acusações de agressão, ameaças com uma faca e violação de uma ordem judicial. A polícia determinou quatro semanas de prisão preventiva, decisão que está a ser contestada pelos seus advogados.
A defesa garante que Marius Borg Høiby "nega todas as acusações de abuso sexual e a maioria das acusações relacionadas com violência".
O caso de Marius Borg Høiby ganhou ainda maior dimensão devido a um novo escândalo envolvendo a família real. Na véspera do julgamento, foram divulgados documentos no âmbito do processo Jeffrey Epstein que revelaram extensos contactos entre a mãe de Høiby, a princesa herdeira Mette-Marit, e o financista condenado por crimes sexuais. A nome da princesa surgiu quase mil vezes nos ficheiros do caso Epstein.
A princesa acabou por pedir desculpa após a divulgação de mensagens consideradas comprometedoras.
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