Gravações de Raul Solnado reunidas em CD
"Quando cheguei à guerra eram sete da manhã, estava a guerra ainda fechada"; "Eu era para ter nascido em Dezembro mas, como a minha mãe não tinha tido
'Quando cheguei à guerra eram sete da manhã, estava a guerra ainda fechada'; 'Eu era para ter nascido em Dezembro mas, como a minha mãe não tinha tido tempo para fazer o enxoval, tive de esperar por Agosto para nascer com o calor'; 'O meu pai fugiu da prisão, foi para a rua gritar ‘estou livre, estou livre’. Um homem saltou-lhe para as costas e disse-lhe: leve-me para o Estádio da Luz'; ou 'O médico virou-se para mim e disse-me: dispa-se e deite-se na marquesa. E então foi aí que eu afinei.'
Estas e outras frases que se tornaram célebres na boca de Raul Solnado estão agora reunidas numa caixa de três CD, com o título ‘Façam o Favor de Ser Felizes’, frase ela própria imortalizada pelo actor. Trata-se de uma edição de luxo que reúne os monólogos gravados entre 1962 e 1972, rábulas do programa ‘Zip-Zip’ entre 1969 e 1970 e diálogos no teatro e na revista entre 1958 e 1983.
A caixa é acompanhada por textos de Leonor Xavier – biógrafa que acompanhou Raul Solnado até ao final da vida – e de David-Mourão Ferreira. São mais de três horas de gravações de um dos maiores humoristas que Portugal viu nascer. Parte das receitas reverte para a Casa do Artista.
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