Joana Marques diz-se "indiferente" aos ataques na internet: "O meu pai preocupa-se um bocadinho mais"
A humorista falou com Fátima Campos Ferreira sobre figuras públicas, o processo dos Anjos e os limites do humor.
Joana Marques foi a convidada desta semana no 'Primeira Pessoa' (RTP1) de Fátima Campos Ferreira. A humorista disse que passa os dias a analisar famosos, porque "para fazer humor temos sempre de observar e ouvir muito, mais do que falar". "O que faço é um pouco 'olhar para as estrelas', que às vezes se acham mais brilhantes do que realmente são", explicou.
A comediante revelou ainda que é mais fácil analisar figuras públicas, "porque se expôem": "As pessoas sofrem daquele mal da vaidade, de uma certa soberba e de um certo narcisismo, ficam fascinadas consigo próprias, e eu acho isso muito divertido de assistir". E agradece às redes sociais por lhe facilitarem o trabalho. "As pessoas perdem muito tempo a fazer uma coisa que eu não entendo, que é tirar selfies. Estão muito obcecadas com a sua própria cara e a sua própria existência e eu acho isso muito divertido de assistir", disse.
Joana Marques acredita que as redes sociais e os seguidores fizeram com que os famosos deixassem de conseguir lidar com comentários negativos. "Há pessoas que não resistem a esse apelo de estar sempre em direto e de estar sempre a receber aquilo que elas julgam ser amor de conhecidos - os likes, os comentários - e acho que isso também as tem desabituado da crítica. Estão sempre a ser inundadas daquele amor artificial e ficam deslumbradas", explicou.
Sobre os limites do humor, disse: "Discute-se muito os limites do humor e eu tenho os meus. Mas o perigoso é falar de outros limites que alguém vem impor".
A humorista revelou ainda que na escola era chamada de 'Bolinha'. "Mas hoje devem chamar-me coisas bem piores. Agora entro em sítios e dizem: 'Olha a senhora dos Anjos'. O que é estranho, porque não tinha qualquer relação com os Anjos e agora sinto que fiquei ligada a eles para sempre. Mas, pronto, não é ofensivo".
Sobre as críticas, prefere não dar importância: "Reajo com indiferença aos ataques na internet, são muito cobardes. Mas ainda bem que são assim, na internet. O meu pai preocupa-se um bocadinho mais...".
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