O que não se sabia! João Cotrim de Figueiredo fez curso de prevenção de assédio no Parlamento Europeu
Político foi recentemente acusado de assédio sexual por uma antiga assessora da Iniciativa Liberal.
João Cotrim de Figueiredo viu a sua campanha às presidenciais de 2026 manchada por uma acusação de assédio sexual vinda de uma ex-assessora, Inês Bichão, que terá feito a denúncia aos responsáveis da Iniciativa Liberal em 2023 e que foi, alegadamente, ignorada todos estes anos.
Bichão acusou o Cotrim de proferir afirmações como: "Excelente trabalho, só falta abrires as pernas comigo", "De que tipo de homens gostas?", "Mais grossa ou mais comprida?".
O político negou veementemente estas acusações, dizendo estar a ser vítima de difamação: "Isto é a política mais suja que já vi. É indigno. É tudo falso e vou obviamente processar quem me está a difamar" escreveu nas suas redes sociais após a notícia explodir.
Agora sabe-se um pormenor que torna o caso ainda mais curioso. Ao ser eleito como eurodeputado da IL, João Cotrim de Figueiredo, assim como todos os outros eurodeputados, foi obrigado a frequentar um curso de prevenção de assédio. Este curso ocorreu em setembro de 2024, depois da data em que, alegadamente, se deu a situação com Inês Bichão.
Para além do curso, teve também de assinar uma declaração de “conduta adequada” na qual se obriga a "levar a sério" imputações, por parte de funcionários, de "comportamento ofensivo".
Segundo o 'Diário de Notícias', o 'Guia para os membros do Parlamento Europeu (PE) sobre a prevenção de conflito e assédio no local de trabalho' dá conselhos como: "Evite comentários, sejam positivos ou negativos, sobre a aparência física dos seus colaboradores"; "Não use linguagem rude, grosseira ou sexista"; "Se alguém do seu gabinete lhe fizer saber que considera o seu comportamento ofensivo, leve o assunto a sério e tente resolver o problema; comunique ativamente com a pessoa em causa de modo a fazer perceber que leva o assunto a sério"; “Intervenha de imediato se for informado de qualquer comportamento inapropriado entre os seus colaboradores (piadas sexistas, atos ordinários, insultos, gestos obscenos, etc)".
São dados exemplos de assédio sexual que incluem “promessas de algum tipo de vantagem (promoção, etc) em troca de favores sexuais, ou ameaças de retaliação caso esses favores sejam recusados"; "iniciação repetida de conversas de natureza sexual", "comentários sobre sexo ou vida sexual de alguém", etc.
O curso está dividido em dois módulos, um dos quais, com duas horas e meia, intitulado 'Respeito e dignidade no trabalho - Prevenindo conflito e assédio no local de trabalho', com o objetivo de ajudar os eurodeputados a reconhecer assédio psicológico e sexual e distingui-los de comportamento inapropriado, a perceber o que acontece a uma vítima de assédio e a "reagir melhor" quando se assiste a algo do género.
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