'Rainha da Cetamina' condenada a 15 anos de prisão pela morte do ator Matthew Perry
Jasveen Sangha declarou-se culpada pela 'overdose' do ator de 54 anos em setembro do ano passado.
A mulher a que admitiu vender a Matthew Perry a cetamina que o matou em 2023 foi condenada a 15 anos de prisão, esta quarta-feira.
Jasveen Sangha é a terceira a ser condenada das cinco pessoas que se declararam culpadas pela 'overdose' do ator de 54 anos, conhecido por interpretar Chandler Bing em 'Friends', avança a agência AP.
Sangha é a única cujo acordo inclui o reconhecimento de ter provocado a morte de Perry.
Os procuradores pediram ao juiz federal em Los Angeles para condenar a mulher de 42 anos a 15 anos de prisão. Nos autos do processo, Sangha é descrita como a 'Rainha da Cetamina', porque tinha uma operação de tráfico de estupefacientes elaborada direcionada a clientes de alto nível para ter um estilo de vida luxuoso.
A defesa de Sangha alega que o tempo passado na prisão desde agosto de 2024 deveria suficiente e que a matemática dos procuradores sobre as condenações federais está "factualmente errada". Os advogados destacam o facto de Sangha não ter antecedentes criminais e o comportamento exemplar como reclusa.
Matthew Perry foi encontrado morto no jacuzzi na própria casa em Los Angeles, em 2023. A principal causa da morte foi a cetamina, uma droga usada para anestesia cirúrgica.
Perry, que tinha problemas de adição há vários anos, estava a tomar a droga através do médico regular como um tratamento para a depressão. Contudo, o ator queria mais do que a quantidade que a prescrição previa. Inicialmente, Perry recorreu a Salvador Plasencia, médico que admitiu ter vendido cetamina ilegal ao ator e foi condenado a dois anos e meio de prisão. Um outro médico que admitiu ter fornecido a droga vendida a Perry a Plasencia foi condenado a oito meses de prisão domiciliária.
Posteriormente, Perry dirigiu-se a Sangha que lhe vendeu 25 frascos de cetamina, incluindo a dose fatal, por seis mil dólares em numerário, quatro dias antes da morte.
Em setembro, Sangha declarou-se culpada por usar a própria casa para distribuir droga, distribuição de cetamina, incluindo distribuição de cetamina que resultou numa morte.
Os procuradores garantem que apesar de ter admitido a culpa, continuou a traficar droga, o que mostra falta de remorsos.
Já a defesa tentou justificar o comportamento da mulher com a morte do avô e padrasto que teve um "efeito profundo" em Sangha.
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