Stripper conta que teve "vários atos sexuais" com Jeffrey Epstein e o ex-príncipe André
Mulher não identificada terá exigido 250 mil dólares em troca de confidencialidade.
Uma stripper terá exigido 250 mil dólares (cerca de 212 mil euros) a Jeffrey Epstein, alegando ter realizado "vários atos sexuais" com o financista e André Mountbatten-Windsor, segundo documentos legais agora tornados públicos nos Estados Unidos.
A mulher, cuja identidade não é revelada, afirma ter sido levada de carro, em 2006, para uma festa na casa de Epstein em Palm Beach, na Florida. De acordo com a alegação, terá sido contratada para dançar, mas acabou por ser pressionada a envolver-se sexualmente com Epstein e com o então príncipe André, depois de ambos lhe terem dito que "queriam fazer um ménage à trois".
A denúncia surge numa carta datada de 23 de março de 2011, enviada pelo advogado da mulher, William K. Vogeler, e foi revelada pelo 'Daily Mail' no meio da divulgação de mais de três milhões de documentos relacionados com Epstein, tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Segundo a carta, a mulher era descrita como uma "dançarina popular no Rachel’s Strip Club" e fazia parte de um grupo de mulheres a quem teria sido prometido um pagamento de 10 mil dólares (cerca de 8 500 euros) para atuar na festa. No entanto, de acordo com o advogado, a sua cliente recebeu apenas 2 mil dólares (cerca de 1 700 euros).
"O que foi acordado era uma atuação como dançarina, não sexo", escreveu Vogeler, acrescentando que Epstein lhe garantiu que o pagamento seria feito mais tarde. Ainda assim, segundo a alegação, a mulher foi encaminhada para "um quarto no andar de cima", onde Epstein a apresentou ao seu convidado, André Mountbatten-Windsor, e acabou por ser convencida a participar em vários atos sexuais.
O advogado afirma ainda que, durante a festa, a sua cliente terá observado outras jovens vestidas de forma provocante, algumas das quais aparentavam ter "apenas 14 anos de idade".
Após o alegado encontro, diz a carta, Epstein e André terão convidado a mulher a viajar com eles para as Ilhas Virgens, convite que esta recusou. Foi depois levada de volta ao clube de striptease onde trabalhava, mas sem receber o valor total prometido.
No entanto, não há nos documentos qualquer sugestão de irregularidade criminal por parte de André Mountbatten-Windsor relativamente à referida dançarina. E-mails trocados entre antigos advogados de Epstein classificaram, mais tarde, a exigência financeira como uma tentativa de "chantagem/extorsão".
Ainda assim, o advogado da mulher sustenta que a cliente adiou durante anos a apresentação formal da queixa por vergonha. "Ela não se orgulhava das circunstâncias daquela noite. Trabalhava como dançarina exótica, mas foi tratada como uma prostituta", afirmou Vogeler.
Na carta, o advogado argumenta que as alegações configuram "violação de um contrato verbal, quantum meruit e vários delitos civis" e propôs um acordo extrajudicial de 250 mil dólares (cerca de 212 mil euros), em troca de confidencialidade, dando a Epstein apenas nove dias para pagar. Não é claro se Epstein chegou a efetuar o pagamento. A exigência surgiu poucas semanas depois de, em fevereiro de 2011, ter vindo a público a agora famosa fotografia de André com o braço em volta de Virginia Giuffre.
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