Virgílio Castelo recorda excessos do passado: "Acordei num banco de jardim e não me recordo de nada"

Ator reuniu em livro as suas memórias, dos 13 aos 49 anos.

16 de fevereiro de 2026 às 11:18
Virgílio Castelo Foto: Sérgio Lemos
Virgílio Castelo Foto: Tiago Sousa Dias
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Aos 72 anos, Virgílio Castelo faz um olhar honesto sobre o passado no livro 'Consumo Obrigatório', onde revisita as noites intensas vividas em Lisboa entre as décadas de 1970 e 1990, as paixões marcantes e as consequências emocionais dos términos que o abalaram.

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Em entrevista à revista 'NOVA GENTE', o veterano ator falou sem filtros sobre os excessos da juventude. Admitindo que escrever sobre a noite era um objetivo antigo, explicou que se trata de "uma coisa pela qual todos nós passamos em determinadas fases das nossas vidas". Hoje, porém, assume-se como uma pessoa diurna: "Quanto mais cedo acordo, mais energia tenho para as coisas realmente importantes."

No livro, Virgílio Castelo fala abertamente das suas noites de loucura. "Para mim, a noite sempre teve muito mais a ver com o sexo do que com drogas e álcool. Claramente, havia um lado namoradeiro em mim nos momentos em que não estava a viver com ninguém", contou.

Ainda assim, admite que houve excessos. "Os excessos grandes que tive foram com o álcool. As drogas foram muito ligeiras, mas existiram, também", confessa. Um dos episódios mais surpreendentes remonta à década de 1980, após o final das gravações da telenovela 'Origens', da RTP. Depois de uma noite passada na discoteca Indelével com o elenco, o ator viveu um momento insólito: "Acordei, no dia a seguir, num banco de jardim, em frente à igreja. E não me recordo de nada do que aconteceu."

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Apesar da intensidade com que viveu esses anos, sublinha que sempre soube impor limites. "Só me interessava pelo que me dava prazer", afirmou, explicando que sempre soube "antecipar o perigo". "A partir do momento em que sentia que, para ter prazer, tinha de me viciar, eu parava."

No campo amoroso, o ator — que mantém uma relação com Maria Lucena há cerca de 20 anos — garante que raramente esteve verdadeiramente apaixonado. "Uma coisa são aproximações, seduções... isso aconteceu-me dezenas, centenas de vezes, não sei. Mas o apaixonar, o querer absolutamente ter aquela mulher, isso aconteceu pouquíssimas vezes. Para já, quatro", revelou.

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Os términos dessas relações foram, admite, particularmente difíceis e levaram-no mesmo a procurar ajuda terapêutica. Foi nesse contexto que recebeu um conselho que considera transformador: "Olhar para fora em vez de olhar para dentro."

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