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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Advogados de Polanski pedem julgamento à revelia

O tribunal de Los Angeles vai analisar o pedido apresentado pelos representantes legais do cineasta para que o julgamento se realize na sua ausência

07 de janeiro de 2010 às 14:45

Depois da recusa de arquivamento do processo no passado dia 23 de Dezembro, os advogados do cineasta franco-polaco Roman Polanski, de 76 anos, pediram ontem ao Tribunal Superior de Los Angeles para que ela seja julgado e lida a sentença na sua ausência, ou seja, de forma a manter-se em prisão domiciliária no seu chalé em Gstaad, nos Alpes suíços, até ao desfecho do caso.

De acordo com a Imprensa americana, o juiz que tem o processo em mãos, Peter Espinoza, concordou em analisar a petição numa audiência marcada para o próximo dia 22. Caso seja aceite, o realizador de cinema poderá finalmente ver o fim deste novelo, que se arrasta desde 1977, ano em que foi acusado da prática do crime de abuso sexual de uma menor de 13 anos.

Noutra frente, continua a aguardar-se a decisão das autoridades judiciais suíças que prometeram tomar uma posição oficial este mês sobre o pedido de extradição para os Estados Unidos apresentado pela Justiça da Califórnia, que motivou aliás a detenção do cineasta no aeroporto de Zurique no dia 26 de Setembro do ano passado.

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