Dalila Carmo é uma actriz iluminada. Espelha beleza, talento e muita simpatia. A viver os momentos maiores da sua vida.
Dalila Carmo é uma actriz iluminada. Espelha beleza, talento e muita simpatia. A viver os momentos maiores da sua vida. Um prazer reencontrá-la numa conversa repleta de cumplicidades e afectos.
Correio da Manhã - A tua estreia aconteceu no Teatro de Almada...
Dalila Carmo - Sim, foi um projecto que já tinha feito umas coisas no Porto, durante o curso de Teatro, Arte e Imagem. Depois vim para Lisboa, ainda fiz umas participações pontuais para as escolas e umas pequenas participações. Tinha feito cinema mas assim com efeitos de continuidade, a estreia profissional foi no Teatro de Almada em 1993, com a peça ‘Molière'.
- Depois os Estados Unidos...
- Sim, em 97. Uma experiência gratificante.
- Fazes o ‘Equador'... Foste ao Brasil?
- Não, porque fiz a Matilde, que foi tudo passado na parte de cá. Eu adoro o Equador, mal o livro saiu comprei-o e achei logo a história muita apelativa para ser adaptada, porque é extremamente cinematográfica. Lembro-me, inclusivamente, de ter comentado que se adaptassem o livro eu gostava de o fazer, embora não me visse no papel de inglesa. No entanto, continuo a achar que o ‘Equador' deveria ser uma minissérie, esticaram excessivamente aquilo, o ideal teriam sido 4 a 6 episódios, no máximo, e não terem ultrapassado o conteúdo do livro, porque eu acho que o que estava no livro era essencial. Mas é uma história muito bonita, foi um trabalho que eu adorei fazer e acho que deveria ser um bom ponto de partida para nós continuarmos a investir um bocadinho na nossa literatura, na nossa história, no nosso património, que é um bocadinho esquecido e que tem material, tem matéria-prima para se fazerem coisas boas e muitas vezes não damos valor a isso.
- Trabalhaste com o Manoel de Oliveira...
- No ‘Vale Abrão', em 1993. Foi muito emocionante, eu estava ainda no último ano do curso de Teatro quando me escolheram para o filme, era a minha primeira vez e logo pela mão do Manoel. Foi uma experiência que quase esteve para ser repetida e depois acabou por não acontecer uma segunda vez. Tenho muitas boas recordações daquele filme, foi uma coisa muito mágica e ainda por cima sendo o filme que é, um dos mais especiais dele. A sua energia e o seu encanto fascinaram-me.
- Como é que está a actriz neste momento?
- Está bem, a trabalhar na novela do Rui Vilhena. Desapareci uns tempos, estive em Madrid, agora voltei às gravações, saiu um filme que esteve pouco tempo nas salas, é também o problema do cinema português. Tenho um projecto muito bonito para este ano, também em cinema, do qual ainda não posso falar, mas estou bastante entusiasmada, é uma coisa que me dá muito oxigénio. Não tenho aquela ganância de fazer tudo, gosto de ir doseando as coisas, de ir intercalando, gosto de ter espaço para a minha vida e para os meus afectos.
"A NUDEZ DEVE TER UM CONTEXTO QUE A JUSTIFIQUE"
- Tu já fizeste cenas de nu em trabalho?
- Sim, fiz em cinema uma vez. Foi num filme espanhol há muitos anos.
- Choca-te ou achas que faz parte?
- Não, acho que faz parte da minha profissão. Mas penso que tem de haver um contexto que justifique essa nudez. Acho que em televisão é um bocadinho gratuito, no entanto no ‘Equador' foi bem ponderado.
- Actualmente és uma mulher feliz?
- Sou uma mulher contente. Para ser completamente feliz tinha de ser menos existencialista, tinha de deixar de colocar em causa muitas coisas... Faço-me muitas perguntas, demasiadas, mas sou uma mulher contente, positiva e que acredita na beleza das coisas e das pessoas. Sei que isso me pode trazer dissabores, mas também me traz muitas felicidades.
"TENHO UMA VIDA A TRACEJADO"
- Casaste [com Vasco Machado] e não deste uma justificação...
- Foi uma coisa bem pensada. Sou bastante transparente, portanto tenho de me resguardar, tenho de abafar as minhas loucuras e intimidade. Porque a partir do momento que somos propriedade alheia, há mais facilidade em conspurcar o nosso território e acabamos por perder coisas.
- É difícil andar entre Lisboa e Madrid [onde reside o marido]?
- É uma chatice, e eu adoro a cidade de Madrid, sou muito feliz lá. Sinto-me em casa nas duas cidades, mas aborrece-me a ponte aérea. Custa-me estar a largar uma e outra realidade, porque tenho o trabalho numa e as coisas para além do trabalho na outra. Chegamos a uma altura da vida em que gostamos de uma certa continuidade, e eu ainda tenho uma vida a tracejado e isso não mata mas mói.
- Estão a pensar ter filhos?
- Acho que sim. Mas tudo a seu tempo. Vamos ter de optar por uma cidade e se for Madrid vai obrigar-me a uma pausa maior. Está tudo a ser muito bem ponderado.
PERFIL
Dalila Carmo tem 36 anos e desde cedo começou a dar nas vistas como actriz. Em 1997 rumou a Nova Iorque, EUA, para estudar representação no Actors Studio e a partir daí passou a ser presença habitual na ficção nacional.
Destacou-se em novelas como ‘Jardins Proibidos', ‘Filha do Mar' e ‘Tempo de Viver', e no filme ‘Quero Ser uma Estrela'. Actualmente, integra o elenco de ‘Sedução', da TVI.
Agradecimento: Corinthia Hotel Lisboa
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